23 de Agosto de 2013 / às 12:15 / em 4 anos

Grã-Bretanha faz monitoramento secreto no Oriente Médio, diz jornal

Por Costas Pitas

LONDRES, 23 Ago (Reuters) - A Grã-Bretanha mantém uma estação secreta de monitoramento no Oriente Médio para interceptar telefonemas, emails e acessos à Internet, que são partilhados com agências de inteligência dos EUA, disse o jornal britânico The Independent em reportagem nesta sexta-feira.

A estação é parte de um projeto global de espionagem mantido pela Grã-Bretanha, no valor de 1,56 bilhão de dólares, disse o jornal com base em documentos entregues por Edward Snowden, ex-técnico de inteligência dos EUA, que se asilou na Rússia depois de fazer outras revelações semelhantes sobre programas secretos de espionagem dos EUA e da Grã-Bretanha.

O Independent, que não disse como teve acesso aos documentos de Snowden, afirmou que a Grã-Bretanha espiona os cabos de fibra óptica que passam pelo Oriente Médio. O jornal disse que não revelaria o local exato da estação de monitoramento, instalada em algum momento entre 2007 e 2010.

De acordo com a reportagem, os dados lá obtidos são entregues ao GCHQ (agência britânica de espionagem), e também são partilhados com a Agência de Segurança Nacional dos EUA.

A chancelaria britânica e o GCHQ não se pronunciaram de imediato.

As revelações de Snowden causaram constrangimento aos EUA e à Grã-Bretanha, por exporem a dimensão das suas atividades de vigilância. Os dois governos dizem que seus espiões operam dentro da lei, e que os vazamentos feitos por Snowden prejudicaram sua segurança nacional.

Na quinta-feira, a polícia britânica disse que uma análise dos arquivos digitais apreendidos em Londres no fim de semana com o companheiro brasileiro de um jornalista que também publicou reportagens com base nos vazamentos de Snowden mostram informações “altamente sensíveis”, que poderiam colocar vidas em risco se caíssem em mãos erradas.

David Miranda, companheiro do jornalista Glenn Greenwald, que divulgou as primeiras revelações de Snowden no jornal The Guardian, havia ido a Berlim buscar novos documentos sigilosos. Ao voltar para o Rio de Janeiro, durante conexão em Londres, ele passou nove horas detido com base numa lei britânica de combate a terrorismo.

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