August 25, 2013 / 1:33 PM / 5 years ago

Líderes da Irmandade Muçulmana e Mubarak enfrentam julgamento no Egito

Por Alistair Lyon

O ex-presidente do Egito Hosni Mubarak participa de um evento de paz do Oriente Médio no Salão Leste da Casa Branca, em Washington. Três líderes da irmandade Muçulmana do Egito e o antigo arqui-inimigo do grupo, Mubarak, enfrentaram julgamentos separados neste domingo, pelas mesmas acusações de envolvimento na morte de manifestantes. 1/09/2010 REUTERS/Jason Reed

CAIRO, 25 Ago (Reuters) - Três líderes da irmandade Muçulmana do Egito e o antigo arqui-inimigo do grupo, Hosni Mubarak, enfrentaram julgamentos separados neste domingo, pelas mesmas acusações de envolvimento na morte de manifestantes.

Mubarak, que deixou a prisão na quinta-feira, depois que os juízes ordenaram a sua libertação, apareceu de cadeira de rodas usando óculos escuros e vestido de branco, junto com seus filhos, também presos, Gamas e Alaa e com o ex-ministro do interior, Habib al-Adly.

Depois de uma audiência que durou cerca de três horas, o juiz marcou a próxima sessão para 14 de setembro, enquanto aguarda uma investigação mais aprofundada.

O ex-presidente foi condenado à prisão perpétua no ano passado por cumplicidade no assassinato de manifestantes durante a revolta de 2011, mas uma corte de apelação ordenou um novo julgamento.

O governo usou um estado de emergência, instaurado no início deste mês, para colocar Mubarak em prisão domiciliar, aparentemente para evitar que ocorresse qualquer indignação pública se ele fosse libertado.

Já o julgamento de Mohamed Badie, o guia da Irmandade, e seus aliados foi adiado para 29 de outubro. Eles não compareceram ao tribunal por razões de segurança, disse uma fonte ligada ao julgamento.

O caso contra Badie, Khairat al-Shater e Rashad Bayoumy se refere às manifestações que aconteceram antes do Exército remover do poder o então presidente Mohamed Mursi, no dia 3 de julho. Mursi está detido em um local não revelado, desde então.

Mais de mil pessoas, incluindo cerca de 100 soldados e policiais morreram devido à violência em todo o Egito, desde a queda de Mursi, tornando-se o mais sangrento conflito civil dos mais de 60 anos de história da república. Partidários da Irmandade dizem que esse número é muito maior.

O julgamento dos líderes da Irmandade indica que os novos governantes do Egito, apoiados pelo Exército, pretendem esmagar o que eles retrataram como sendo um violento grupo terrorista empenhado em subverter o país.

A Irmandade, que ganhou cinco eleições sucessivas pós-Mubarak, diz que é um movimento pacífico, injustamente atacado pelos generais que derrubaram Mursi, o primeiro líder eleito livremente no Egito.

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