August 26, 2013 / 1:29 PM / in 5 years

Operadora de Fukushima vai buscar ajuda externa sobre água tóxica

HIRONO, Japão, 26 Ago (Reuters) - A Tokyo Electric Power Co, operadora da usina nuclear de Fukushima, disse que vai convidar especialistas estrangeiros para assessorá-la sobre a forma de lidar com a água altamente radiativa que está vazando do local, e o Japão sinalizou que pode utilizar um fundo de reserva para emergências de 3,6 bilhões de dólares para ajudar a pagar pela limpeza.

Ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Toshimitsu Motegi, usando traje de proteção e máscara, inspeciona tanques de água contaminada na usina nuclear avariada de Fukushima, no Japão. A Tokyo Electric Power Co, operadora da usina nuclear de Fukushima, disse que vai convidar especialistas estrangeiros para assessorá-la sobre a forma de lidar com a água altamente radiativa que está vazando do local, e o Japão sinalizou que pode utilizar um fundo de reserva para emergências de 3,6 bilhões de dólares para ajudar a pagar pela limpeza. REUTERS/Kyodo

Em visita à usina danificada por um terremoto seguido de tsunami em março de 2011, o ministro do Comércio e Indústria, Toshimitsu Motegi, informou nesta segunda-feira que vai criar uma força-tarefa para cuidar da limpeza e enviar funcionários a Fukushima para supervisionar as operações.

“Sinto fortemente que o governo deve se envolver totalmente”, disse ele a jornalistas depois de visitar as instalações de Fukushima Daiichi, que fica a 220 km ao norte de Tóquio.

Motegi ordenou a Tokyo Electric Power Co, ou Tepco, a substituir os tanques de armazenamento que estão em risco de vazar água radiativa. A Tepco reconheceu na semana passada que centenas de toneladas de água altamente radiativa vazaram de um dos cerca de 350 tanques que foram montados logo após o acidente nuclear no local. Os tanques são usadas para armazenar a água bombeada através dos reatores para prevenir o superaquecimento do combustível nos núcleos derretidos.

Motegi disse que a Tepco deve realizar vistorias mais frequentes em torno dos tanques e melhor documentar as inspeções. Ele disse que a operadora deve substituir os tanques aparafusadas, mais fracos, por unidades de armazenamento soldadas, que são mais resistentes.

“Para as medidas que exigem tecnologia sofisticada, vamos implementá-las de forma adequada como governo, enquanto colaboramos com as autoridades sobre as medidas fiscais, incluindo o uso de um fundo de reserva”, disse Motegi.

Reportagem de Antoni Slodkowski

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