August 29, 2013 / 11:05 PM / 4 years ago

Parlamento britânico rejeita ataque à Síria; Obama continua favorável

Por Mark Hosenball e Oliver Holmes

WASHINGTON/BEIRUTE, 29 Ago (Reuters) - O Parlamento britânico rejeitou na quinta-feira uma moção de apoio a uma ação militar na Síria, refletindo as profundas divisões quanto ao uso de força para punir o presidente Bashar al Assad por um suposto ataque com armas químicas contra civis na semana passada.

Autoridades dos EUA admitiram não terem provas conclusivas de que Assad ordenou o ataque com gás, e alguns aliados alertaram que uma ação militar sem autorização do Conselho de Segurança da ONU poderá agravar a situação.

Os principais funcionários de segurança nacional da Casa Branca devem falar ao Congresso dos EUA ainda na quinta-feira, mas já parece claro que qualquer intervenção será adiada pelo menos até que investigadores da ONU se pronunciem sobre as investigações do ataque, depois de deixarem a Síria, no sábado.

A moção votada no Parlamento britânico tinha um caráter simbólico, mas o primeiro-ministro David Cameron disse que irá respeitar a vontade dos parlamentares, num revés para os esforços de Obama para formar uma coalizão militar contra Assad. Mesmo que a medida tivesse sido aprovada, ela ainda seria submetida a uma segunda votação parlamentar.

Segundo o secretário de Defesa britânico, Philip Hammond, a Grã-Bretanha não participará de qualquer ação militar contra a Síria após a derrota no Parlamento.

Os Estados Unidos, um aliado-chave, ficarão desapontados com o fato de que a Grã-Bretanha “não se envolverá”, disse Hammond, acrescentando: “Eu não espero que a falta de participação britânica evitará qualquer intervenção.”

Ainda antes da rejeição à moção em Londres, Josh Earnest, porta-voz da Casa Branca, afirmou que os EUA estariam dispostos a agir por conta própria.

“Quando o presidente (Barack Obama) chegar a uma determinação sobre a resposta apropriada (...) e uma justificativa legal for solicitada para substanciar ou amparar tal decisão, vamos apresentar uma por conta própria”, afirmou Earnest.

Fontes da oposição síria disseram na quinta-feira que as forças de Assad retiraram vários mísseis Scud e dezenas de lançadores de um quartel ao norte de Damasco, possivelmente para proteger o arsenal de um ataque ocidental. Paralelamente, surgiram relatos de que a Rússia estaria enviando navios para a região.

Mas a expectativa de uma conflagração iminente foi aplacada pela sensação de que o processo diplomático se estenderá até a semana que vem, e pelo fato de a Casa Branca salientar que a eventual ação será “muito discreta e limitada”, sem poder de forma alguma ser comparada à guerra do Iraque.

Autoridades de segurança nacional dos EUA admitiram que Washington e seus aliados não possuem provas conclusivas de que Assad ordenou pessoalmente o ataque químico.

Avaliações secretas de inteligência e um relatório ainda inédito resumindo as informações em poder dos EUA mostram que as agências de inteligência norte-americanas estão bastante seguras de que as forças governamentais sírias cometeram o ataque, e que o governo sírio é portanto responsável, segundo funcionários de segurança nacional.

A Síria nega ter cometido o ataque com gás, que atribui aos rebeldes. Washington e seus aliados dizem que esse desmentido não é crível.

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