August 30, 2013 / 7:05 PM / 5 years ago

Obama diz que ataque químico na Síria ameaça Israel e Jordânia

Por Steve Holland e Jeff Mason

O presidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre situação da Síria na Casa Branca nesta sexta-feira. REUTERS/Kevin Lamarque

WASHINGTON, 30 Ago (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira que o ataque com armas químicas na Síria ameaçou os aliados dos EUA Israel, Turquia e Jordânia e que, embora “ninguém esteja mais cansado de guerra do que eu”, ele está considerando uma resposta limitada dos EUA.

Obama, falando a repórteres em uma reunião que manteve com líderes bálticos, afirmou que os Estados Unidos devem estar preparados para agir unilateralmente, se necessário, para defender o que chamou de uma norma internacional contra o uso de armas químicas, como parte das obrigações dos EUA como líder mundial.

Enquanto ele falava, a comunidade de inteligência dos EUA divulgou um relatório, segundo o qual o ataque de 21 de agosto com armas químicas em um subúrbio de Damasco matou 1.429 pessoas, incluindo pelo menos 426 crianças.

Obama, na posição de tentar persuadir os norte-americanos cansados ​​das guerras no Iraque e no Afeganistão a aceitar outro envolvimento dos EUA, insistiu que qualquer ação militar que ele optar na Síria será estreita e limitada, e não um compromisso a longo prazo que envolva as tropas do país em terra.

“Eu garanto que ninguém está mais cansado de guerra do que eu, mas o que eu também acredito é que parte de nossas obrigações como líder no mundo é garantir que quando você tem um regime que está disposto a usar armas que são proibidas pela normas internacionais sobre ... pessoas, incluindo crianças, que eles sejam responsabilizados”, disse ele.

Os Estados Unidos e seus aliados têm sido incapazes de romper um impasse no Conselho de Segurança da ONU devido à oposição da Rússia e da China em tomar medidas contra o governo sírio do presidente Bashar al- Assad.

Dada a paralisia do Conselho de Segurança da ONU em torno da questão, disse Obama, “muitas pessoas acreditam que algo deve ser feito, mas ninguém quer fazê-lo”.

Obama disse que não tomou nenhuma decisão final sobre como proceder, mas que ele e seus assessores têm informado os líderes do Congresso e conversado com líderes estrangeiros sobre o que está em jogo.

Segundo ele, os aliados dos EUA Israel, Turquia e Jordânia estariam ameaçados, assim como os interesses de segurança nacional dos Estados Unidos, se a Síria estivesse autorizada a usar armas químicas sem qualquer resposta. Terroristas também poderiam ter armas em suas mãos, disse ele.

Existem normas internacionais de controle e uso de tais armas, afirmou Obama, mas “se houver um sentimento de que ao longo do tempo, na verdade, ninguém está disposto a aplicá-las, então as pessoas não levam a sério”.

Reportagem de Steve Holland

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