August 31, 2013 / 3:08 PM / 5 years ago

Rebeldes sírios planejam incursões para explorar ataques ocidentais

BEIRUTE, 31 Ago (Reuters) - Combatentes da oposição em toda a Síria estão se preparando para lançar ataques para explorar os esperados ataques militares, liderados pelos EUA, mas não há planos de coordenação com as forças ocidentais, disse um comandante rebelde sírio, neste sábado.

Homem é visto ao lado de bombas feitas localmente pelo Exército Livre da Síria, em Aleppo. Combatentes da oposição em toda a Síria estão se preparando para lançar ataques para explorar os esperados ataques militares, liderados pelos EUA, mas não há planos de coordenação com as forças ocidentais, disse um comandante rebelde sírio, neste sábado. 31/08/2013 REUTERS/Molhem Barakat

Os EUA disseram na sexta-feira que estavam planejando uma resposta limitada para punir o presidente sírio Bashar al Assad pelo uso “brutal e flagrante” de armas químicas, que eles dizem que mataram mais de 1.400 pessoas em Damasco, há dez dias. O governo sírio nega o uso de armas químicas.

Qassim Saadeddine, um ex-coronel do exército sírio e porta-voz do Conselho Militar Supremo dos rebeldes, disse que o conselho mandou um plano de ação militar a alguns grupos de rebeldes que deve ser usado, caso os ataques aconteçam.

“A esperança é aproveitar quando algumas áreas estiverem enfraquecidas por algum ataque. Mandamos que alguns grupos se preparem em cada província, para que seus combatentes estejam prontos quando o ataque acontecer”, disse ele à Reuters, pelo Skype.

“Eles receberam um plano militar que inclui preparativos para atacar alguns dos alvos, que esperamos que sejam atingidos pelos ataques estrangeiros, e alguns outros que esperamos poder atacar ao mesmo tempo.”

O Conselho Militar Supremo é o braço armado ligado à Coalizão Nacional, um grupo coordenador considerado como sendo a liderança da oposição política no exterior.

Saadeddine disse que os planos foram elaborados sem qualquer ajuda das potências estrangeiras. Ele disse que nenhuma informação foi dada a eles pelos EUA ou por qualquer país ocidental, como a França, que tem apoiado a realização de um ataque contra Assad.

Por Erika Solomon

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