September 4, 2013 / 4:30 PM / 5 years ago

Obama diz que questão síria põe credibilidade dos EUA em jogo

Por Steve Holland e Matt Spetalnick

Presidente dos EUA, Barack Obama, faz pausa em seu discurso durante uma coletiva de imprensa conjunta com o premiê da Suécia, Fredrik Reinfeldt, em Estocolmo. Obama fez um desafio direto nesta quarta-feira aos congressistas norte-americanos céticos para que aprovem seu plano de ataque militar à Síria, ao dizer que se isso não for feito eles vão pôr em risco o prestígio e a credibilidade internacional do país. 4/09/2013. REUTERS/Kevin Lamarque

ESTOCOLMO, 4 Set (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um desafio direto nesta quarta-feira aos congressistas norte-americanos céticos para que aprovem seu plano de ataque militar à Síria, ao dizer que se isso não for feito eles vão pôr em risco o prestígio e a credibilidade internacional do país.

Obama aproveitou a visita à Suécia para reforçar sua posição sobre uma ação militar limitada contra o presidente sírio, Bashar al-Assad, insistindo que a comunidade internacional não poderia permanecer em silêncio diante da “barbárie” do ataque com armas químicas em 21 de agosto, que ele atribuiu às forças do governo da Síria.

“Minha credibilidade não está em risco. A credibilidade da comunidade internacional está em risco”, disse Obama em entrevista à imprensa em Estocolmo. “E a credibilidade da América e a do Congresso está em risco porque demonstramos apoio à noção de que essas normas internacionais são importantes.”

A apenas um dia da viagem a São Petersburgo para tomar parte da cúpula do G20, cujo anfitrião é o presidente da Rússia, Vladimir Putin, Obama afirmou ter esperança de que o líder russo voltará atrás em seu apoio a Assad. Mas não chegou a dizer que tem grande expectativa de uma mudança de posição de Putin.

Obama fez os comentários depois que Putin abriu uma pequena fresta para um potencial acordo sobre a Síria na quarta-feira ao não querer descartar por completo a possibilidade de apoio russo a uma ação militar, num momento em que se prepara para receber os outros líderes mundiais.

Ao mesmo tempo, Putin disse que qualquer ataque contra a Síria será ilegal se não tiver o apoio da ONU.

Obama fez uma grande aposta política ao adiar a ação militar contra a Síria para tentar antes convencer um Congresso dividido a lhe dar autorização para o ataque a alvos governamentais sírios.

Assessores dizem que mesmo em viagem Obama permanecerá no topo dos debates no Congresso, em Washington, onde sua equipe de segurança nacional deflagrou uma campanha intensa para reduzir as preocupações de congressistas relutantes e de uma população cansada de guerras.

Embora declare acreditar na obtenção do aval do Congresso, Obama elevou a pressão para uma decisão rápida do Legislativo, dizendo que a falta de ação poderia permitir a Assad desfechar novos ataques.

“A questão é qual será a credibilidade do Congresso quando aprovar um tratado dizendo que temos de proibir o uso de armas químicas”, afirmou Obama, que não quis dizer se iria levar adiante o ataque à Síria caso o Congresso rejeite o seu plano. Mas declarou que, por lei, não precisaria levar a questão ao Congresso e deixou claro que se reserva o direito de proteger a segurança nacional dos EUA.

O presidente norte-americano viajará a São Petersburgo na quinta-feira para participar da cúpula das 20 maiores economias, um evento que certamente será dominado pelas tensões em relação à Síria.

Reportagem adicional de Geert De Clercq, Roberta Rampton, Alistair Scrutton

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