5 de Setembro de 2013 / às 20:14 / em 4 anos

Plano de Obama para a Síria depende de "indecisos " no Congresso

Por Thomas Ferraro e Rachelle Younglai

WASHINGTON, 5 Set (Reuters) - O destino de uma resolução do Congresso dos EUA para autorizar um ataque militar contra a Síria está nas mãos de uma dezena de congressistas de ambos os partidos que até o momento está, publicamente, indecisa sobre como votar.

E como há muitos democratas não-comprometidos com o voto a favor do ataque, poderá caber à habilidade do presidente Barack Obama o convencimento dos liberais de seu partido, em geral leais a ele, para que fiquem do seu lado na questão síria.

A recordação das guerras prolongadas no Iraque e Afeganistão ainda está fresca nas mentes dos congressistas, deixando muitos de ambos os partidos com receio de que um ataque militar vá levar a um envolvimento mais duradouro, e maior, na Síria.

Reconhecendo isso, a Casa Branca está focada em estabelecer distinções entre os planos limitados para a Síria, adaptados para o aparente uso de armas químicas por parte do governo do presidente Bashar al-Assad, e as guerras de uma década que se seguiram aos atentados contra Nova York e Washington em 11 de setembro de 2001.

“Isto não é ilimitado, isto não significa botas no chão”, disse o vice-conselheiro de Segurança Nacional, Tony Blinken, nesta quinta-feira na TV MSNBC, antes de ir ao Capitólio dar informações aos congressistas.

“Isto não é o Iraque. Não é o Afeganistão. Não é nem mesmo a Líbia”, afirmou, referindo-se à intervenção dos EUA e aliados na Líbia, em março de 2011, que levou à derrubada do líder líbio Muammar Gaddafi.

Segundo pesquisas feitas por várias empresas da mídia, com base em notícias sobre comentários públicos dos políticos do Congresso, cerca de 50 membros do Senado, de um total de 100, ainda não se decidiram. De acordo com estimativa do Washington Post, 34 dos 50 são democratas.

Pela contagem do Post, 103 dos atuais 433 membros da Câmara dos Deputados estão indecisos, dos quais 62 são democratas.

CAMINHO DIFÍCIL

O governo continua a buscar apoio na bancada dos dois partidos. O Senado deve votar no fim da próxima semana. Se o Senado aprovar a medida, ela irá para a Câmara. Não está claro se a Câmara votaria na semana que vem ou estenderia a votação para a semana seguinte.

Embora a votação no Senado deva ocorrer em breve, o maior risco para Obama provavelmente estará na Câmara, controlada por republicanos com pouca simpatia por um novo envolvimento do país no exterior e com uma história de oposição a Obama em quase todos os momentos.

Uma amostra do que o presidente terá pela frente na bancada democrata surgiu nesta quinta-feira, quando uma das mais antigas e progressistas representantes no Senado, Barbara Mikulski, do Estado de Maryland, não quis dizer para qual lado está inclinada.

“Eu tenho mais perguntas do que respostas e espero obtê-las ao longo do dia de hoje e de amanhã”, disse ela.

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