September 9, 2013 / 10:20 AM / in 5 years

Kerry diz que Síria pode evitar ataque se entregar armas químicas

Por Arshad Mohammed e Andrew Osborn

Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, fala durante coletiva de imprensa conjunta com o ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, em Londres. Kerry disse nesta segunda-feira que a Síria pode evitar um ataque militar contra o país se o presidente Bashar al-Assad entregar todas as armas químicas à comunidade internacional na próxima semana, mas acrescentou que Assad não deve tomar essa medida. 9/09/2013. REUTERS/Susan Walsh/Pool

LONDRES, 9 Set (Reuters) - O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, disse nesta segunda-feira que a Síria pode evitar um ataque militar contra o país se o presidente Bashar al-Assad entregar todas as armas químicas em uma semana, mas esclareceu imediatamente que não estava fazendo uma oferta séria.

O presidente dos EUA, Barack Obama, busca o apoio do Congresso dos EUA para lançar um ataque militar contra a Síria como punição pelo uso de armas químicas numa guerra civil que, segundo a ONU, já deixou mais de 100 mil mortos.

Perguntado por um repórter em Londres se havia alguma coisa que o governo de Assad poderia fazer ou oferecer para evitar um ataque, Kerry disse: “Claro, ele poderia entregar cada uma de suas armas químicas à comunidade internacional na próxima semana”.

“Entregar tudo, sem demora, e permitir um levantamento completo e total (das armas), mas não parece que ele fará isso, e isso não pode ser feito”, acrescentou Kerry.

O Departamento de Estado norte-americano disse posteriormente que o secretário estava fazendo um comentário retórico sobre a impossibilidade de Assad devolver as armas químicas, que Assad nega que tenham sido usadas por suas forças em um ataque no dia 21 de agosto.

Em entrevista à emissora de TV norte-americana CBS, Assad disse que os Estados Unidos agiriam contra seus próprios interesses ao se envolver na Síria, alertando para as repercussões.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, único grande aliado internacional de Assad, diz que os rebeldes que lutam contra o regime sírio foram responsáveis pelo ataque químico, com o objetivo de provocar uma intervenção militar liderada pelos EUA. Essa hipótese foi descartada por Kerry nesta segunda-feira.

O chanceler russo, Sergei Lavrov, reuniu-se com o ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid al-Moualem, em Moscou, nesta segunda-feira, e os dois apelaram aos EUA para se concentrar na realização de uma conferência de paz em vez de lançar uma ação militar.

Mais tarde, em entrevista a jornalistas, Lavrov disse que a Rússia vai pedir à Síria que coloque seu arsenal de armas químicas sob controle internacional, se isso impedir ataques militares.

Lavrov, que convocou uma entrevista para anunciar a proposta, disse que já havia mencionado a ideia com o ministro sírio das Relações Exteriores, Walid al-Moualem, durante conversa em Moscou, e que a Rússia aguarda uma “resposta rápida e... positiva.”

Kerry evitou responder diretamente a uma pergunta sobre se os Estados Unidos têm provas ligando diretamente Assad ao suposto ataque de 21 de agosto com armas químicas, mas disse que tais armas são controladas por apenas três pessoas na Síria: Assad, seu irmão Maher, e um general que não foi nomeado.

O secretário norte-americano também destacou que a relação entre Grã-Bretanha e Estados Unidos permanece forte como sempre, apesar de o Parlamento britânico ter decidido não participar de uma eventual ação militar contra a Síria.

Reportagem adicional de Belinda Goldsmith

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