September 12, 2013 / 5:53 PM / 4 years ago

Obama diz que vai focar agora em questões internas dos EUA

Por Mark Felsenthal

WASHINGTON, 12 Set (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta quinta-feira que está mudando seu foco para prioridades internas, depois de um tenso período em que buscou o apoio do Congresso para o uso da força militar contra a Síria pela suspeita de uso de armas químicas.

“Do mesmo modo que temos dedicado bastante tempo à questão síria e nos certificando de que a atenção internacional está focada na horrível tragédia que ocorre lá, ainda é importante reconhecer que nós temos várias coisas a serem feitas aqui neste governo”, afirmou o presidente norte-americano antes de uma reunião com seu gabinete na Casa Branca.

Obama disse esperar que os encontros entre o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, resultem em ações para eliminar a capacidade da síria de usar novamente armas químicas.

Ele pediu ao Congresso que autorize ataques militares contra a Síria, em resposta ao que os EUA dizem ter sido um ataque com armas químicas realizado pelo governo sírio, no qual foram mortas mais de 1.400 pessoas em 21 de agosto. A questão está suspensa enquanto se empreendem esforços diplomáticos para retirar as armas químicas da Síria.

“Espero que as conversas que o secretário Kerry teve com o ministro de Relações Exteriores Lavrov, bem como com alguns dos outros envolvidos nisto, possam apresentar um resultado concreto”, declarou Obama.

Kerry e Lavrov vão manter conversações sobre a Síria em Genebra.

Obama citou o orçamento, a imigração e a imposição de sua marca na legislação sobre saúde como questões para as quais está se voltando agora.

O governo norte-americano enfrenta obstáculos assombrosos nessas três frentes e, em particular, no orçamento, para o qual o tempo está se esgotando. Os republicanos do Congresso buscam eliminar o custeio para a legislação de saúde, conhecida como Obamacare, e querem que o presidente concorde com cortes de gastos em troca da elevação do limite de endividamento do país.

Os congressistas têm de aprovar até o fim do mês leis que garantam a continuação do financiamento da máquina do governo, do contrário a administração terá de fechar a portas. Se o limite do endividamento não for ampliado após uma data em torno de meados de outubro, o governo ficaria numa situação de falência.

O governo Obama também luta para garantir que os norte-americanos sem plano de saúde adquiram uma cobertura antes da entrada em vigor da nova lei, em 1 de outubro.

“Nós vamos focar em algumas questões específicas, incluindo alguns dos debates sobre orçamento que terão lugar nas próximas semanas”, disse ele, citando ainda a questão da saúde.

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