12 de Setembro de 2013 / às 21:43 / em 4 anos

Síria diz que aderiu plenamente ao tratado contra armas químicas

NAÇÕES UNIDAS, 12 Set (Reuters) - A Síria se tornou nesta quinta-feira membro pleno do tratado global contra armas químicas, disse o embaixador do país junto à Organização das Nações Unidas (ONU), uma decisão que havia sido prometida pelo presidente Bashar al-Assad como parte de um acordo para evitar bombardeios norte-americanos.

Porém, vários diplomatas e um funcionário da ONU disseram à Reuters sob anonimato que ainda não está claro se a Síria cumpriu todas as condições para a adesão ao tratado.

“Acho que há mais alguns passos que eles precisam dar, mas é por isso que estamos estudando o documento”, disse o funcionário da ONU.

A Síria era um dos únicos sete países que não aderiram à Convenção de Armas Químicas de 1997, que obriga seus membros a destruírem seus arsenais desse tipo.

“Legalmente falando, a Síria se tornou a partir de hoje um membro pleno da convenção”, disse o embaixador sírio na ONU, Bashar Ja‘afari, a jornalistas em Nova York após apresentar documentos relevantes à organização.

Ele disse que Assad sancionou nesta quinta-feira um decreto legislativo que “declarou a aprovação da República Árabe da Síria a aceder à convenção”. Ele acrescentou que o chanceler Walid al-Moualem escreveu à Organização para a Proibição de Armas Químicas para notificar a decisão síria de aderir à convenção.

“As armas químicas na Síria são uma mera dissuasão contra o arsenal nuclear israelense”, disse Ja‘afari, brandindo um documento que ele disse ser um relatório da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) sobre o programa israelense de armas químicas.

“É uma arma de dissuasão, e agora chegou a hora de o governo sírio aderir (à convenção) como gesto para mostrar nossa disposição de sermos contra todas as armas de destruição em massa.”

Sob ameaça de uma ação militar dos EUA por causa de um ataque com gás sarin contra civis em 21 de agosto, Assad concordou nesta semana com um plano russo que coloca seu arsenal químico sob controle internacional.

O governo sírio nega ter cometido o ataque.

Reportagem de Louis Charbonneau e Michelle Nichols

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