September 19, 2013 / 12:07 PM / 4 years ago

Forças do governo ocupam cidade pró-Mursi perto do Cairo; general é morto

Por Asma Alsharif e Yasmine Saleh

CAIRO, 19 Set (Reuters) - Forças de segurança egípcias entraram em confronto com homens armados nos arredores do Cairo, nesta quinta-feira, durante operação dos militares para reafirmar o controle do governo sobre uma área dominada por ativistas islâmicos, onde houve um violento ataque a uma delegacia de polícia no mês passado.

Um general da polícia foi morto em um tiroteio durante a operação em Kerdasa, pequena cidade a 14 quilômetros do Cairo.

Dezenas de veículos policiais e militares entraram na cidade ao alvorecer. Foi a segunda operação nesta semana para restaurar o controle sobre uma área onde há forte simpatia pela Irmandade Muçulmana e a hostilidade contra as autoridades cresce sem parar desde a intervenção militar que depôs o presidente islâmico Mohamed Mursi, em 3 de julho.

“As forças de segurança não vão recuar até que Kerdasa seja limpa de todos os ninhos de terroristas e criminosos”, disse Hany Abdel, porta-voz do Ministério do Interior, à imprensa estatal.

A polícia continua perseguindo cerca de 140 suspeitos.

Desde o ataque de 14 de agosto à delegacia local, que matou 11 agentes, praticamente não havia sinal da autoridade do Estado em Kerdasa. A sede policial havia sido atingida por granadas e incendiada depois que as forças do governo dispersaram acampamentos de partidários de Mursi no Cairo, matando centenas de pessoas.

Os principais suspeitos pelo ataque à delegacia de Kerdasa já foram presos, segundo a TV estatal. As forças de segurança disseram que dezenas de armas, incluindo granadas de propulsão, haviam sido apreendidas, e que 41 pessoas foram presas.

Os ataques cometidos por militantes vêm se intensificando desde a derrubada de Mursi, primeiro presidente eleito livremente na história egípcia.

O Exército também está realizando uma operação na península do Sinai contra grupos inspirados na Al Qaeda, e já houve explosões e tiroteios no Vale do Nilo, onde dois militares foram mortos a tiros na terça-feira.

No Cairo, técnicos em explosivos desativaram na quinta-feira duas bombas caseiras no metrô.

As autoridades instaladas pelos militares dizem travar uma guerra contra terroristas islâmicos. A tradicional Irmandade Muçulmana, que reúne milhões de seguidores e venceu sucessivas eleições desde a rebelião popular que depôs o ditador Hosni Mubarak, em 2011, foi posta na ilegalidade e costuma agora ser rotulada pela mídia estatal como inimiga do Estado.

Reportagem adicional de Ali Abdelatti, Shadia Nasralla e Tom Perry

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