September 21, 2013 / 12:29 PM / in 4 years

Síria cumpre prazo para divulgar informações sobre armas químicas

AMSTERDÃ, 21 Set (Reuters) - A Síria entregou informações sobre seu arsenal químico para um órgão de controle de armas apoiado pela ONU, atendendo ao primeiro prazo de uma ambiciosa operação de desarmamento que evitou a ameaça de ataques aéreos ocidentais.

A Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW, na sigla em inglês) disse neste sábado que tinha “recebido a informação esperada” de Damasco, 24 horas após dizer que havia recebido um documento parcial das autoridades sírias.

O grupo disse que está revisando as informações, entregues após o presidente Bashar al-Assad concordar em destruir as armas químicas da Síria na sequência de um ataque com gás sarin nos subúrbios de Damasco no mês passado --o ataque químico mais mortal do mundo em 25 anos.

Washington culpou as forças de Assad pelo ataque, que afirma ter matado mais de 1.400 pessoas. Assad culpou os rebeldes lutando para derrubá-lo pelo ataque, dizendo que não faria sentido que suas forças usassem armas químicas quando estão ganhando vantagem no conflito, e enquanto os inspetores químicos da ONU estavam hospedados no centro de Damasco.

O calendário para o desarmamento foi estabelecido após uma reunião entre o Secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, e o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, há uma semana, em Genebra, quando eles colocaram suas fortes diferenças sobre a Síria de lado para resolver a questão das armas químicas.

O plano deles fixou o prazo até sábado para a Síria dar uma descrição completa das armas que possui. Especialistas em segurança dizem que o país possui cerca de mil toneladas de gás mostarda, VX e sarin --gás que atua no sistema nervoso, e que os inspetores da ONU descobriram que havia sido usado no ataque de 21 de agosto.

O Departamento de Estado dos EUA disse na sexta-feira, após a OPCW anunciar a declaração inicial da Síria, que estava estudando o material. “Uma lista precisa é vital para assegurar a implementação eficaz”, disse a porta-voz Marie Harf.

Reportagem de Thomas Escritt

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