September 21, 2013 / 1:41 PM / 5 years ago

EUA tentam amenizar preocupações de Israel sobre aproximação com Irã

WASHINGTON, 21 Set (Reuters) - Mesmo que dê uma resposta para as propostas do presidente iraniano, Hassan Rouhani, o governo do presidente norte-americano, Barack Obama, está trabalhando para reassegurar às autoridades israelenses que não haverá afrouxamento das sanções sobre Teerã, a não ser que o país tome medidas reais para limitar seu programa nuclear, disseram fontes dos Estados Unidos e da diplomacia.

Presidente norte-americano Barack Obama é visto durante um discurso em Kansas City, nos EUA. Mesmo que dê uma resposta para as propostas do presidente iraniano, Hassan Rouhani, o governo de Obama está trabalhando para reassegurar às autoridades israelenses que não haverá afrouxamento das sanções sobre Teerã, a não ser que o país tome medidas reais para limitar seu programa nuclear, disseram fontes dos Estados Unidos e da diplomacia. 20/09/2013 REUTERS/Larry Downing

As discussões internas que ocorreram em vários níveis entre Washington e Israel aparentemente tinham o objetivo de acalmar os temores do Estado judaico de que os EUA poderiam se mover precipitadamente na direção da reaproximação com o Irã, em um momento no qual Israel ainda questiona a disposição norte-americana em permanecer aberta para uma ação militar contra os iranianos.

Mas, com base nos últimos comentários de autoridades israelenses, a Casa Branca tem pela frente tempos difíceis na tentativa de resolver esse pressentimento.

A polêmica entre Israel e EUA ocorre porque Rouhani mostrou uma série de gestos favoráveis em relação aos Estados Unidos, preparando inclusive uma viagem a Nova York para seu primeiro discurso na ONU (Organização das Nações Unidas) na terça-feira, além da tentadora possibilidade de se encontrar com Obama face a face.

Em comentários públicos, Obama e seus assessores têm mostrado cautela para não acolher Rouhani sem algumas reservas. Mas o governo dos EUA deixou claro que está preparado para testar as intenções iranianas em buscar uma solução diplomática para a longa polêmica nuclear do país com o Ocidente.

“Faremos julgamentos baseados nas ações do governo iraniano, não simplesmente nas palavras”, afirmou na sexta-feira o vice-conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, numa possível prévia do discurso de Obama na Assembleia Geral da ONU, horas antes de Rouhani assumir o mesmo lugar para se pronunciar.

Rhodes reiterou que Obama, que trocou cartas com Rouhani, não tem reunião alguma marcada com o seu colega iraniano, que adotou um tom totalmente diferente de seu antecessor, o linha-dura Mahmoud Ahmadinejad.

Mas a Casa Branca deixou aberta a possibilidade de um encontro nos bastidores do encontro na ONU, e uma autoridade dos EUA reconheceu em privado a vontade do governo de bolar um aperto de mãos entre os dois líderes, o que se configuraria como o maior contato entre os dois países desde a Revolução Islâmica de 1979.

Tal encontro talvez não seja bem visto por Israel, onde algumas autoridades expressaram desânimo sobre o jeito que Obama escolheu para lidar com a crise na Síria, temendo que isso possa afetar o impasse com o Irã.

O temor é de que um eventual fracasso de Obama nas ameaças de ação militar na Síria possa encorajar o Irã a elevar o nível de sua atividade nuclear.

Por Matt Spetalnick

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