September 23, 2013 / 2:41 PM / 4 years ago

Capitão do Costa Concordia quer buscar evidências em destroços de navio

Por James Mackenzie

GROSSETO, Itália, 23 Set (Reuters) - Advogados do ex-capitão acusado como responsável pelo naufrágio do navio de cruzeiro Costa Concordia pediram permissão, nesta segunda-feira, para examinar os destroços em busca de evidências, uma semana após equipes de resgate italianas terem erguido o navio que permanecia tombado sobre rochas.

O resgate do Costa Concordia, uma das mais complexas operações de recuperação dos destroços de um navio da história, abriu caminho para uma nova busca por evidências por parte de promotores e pelo homem acusado de causar o acidente, o ex-capitão Francesco Schettino.

“Agora é possível conduzir uma busca por evidências feita por especialistas a bordo do Concordia”, disse um membro da equipe de defesa de Schettino, Francesco Pepe, no retorno do julgamento após um recesso de verão, em um teatro convertido em tribunal na cidade de Grossetto.

Schettino enfrenta múltiplas acusações, incluindo homicídio culposo, por ter causado o naufrágio e abandonado o Concordia, com mais de 4 mil pessoas entre passageiros e tripulantes a bordo, após atingir um recife próximo à costa da ilha de Giglio, na Toscana. Após a colisão, o navio tombou, matando 32 pessoas em 12 de janeiro de 2012.

O navio de 290 metros de comprimento e mais de 114.500 toneladas permanece em dois terços submerso em frente a Giglio, assentado sobre plataformas especialmente construídas, enquanto equipes de resgate se preparam para rebocá-lo para ser desmontado no próximo ano.

Robôs submarinos recomeçaram as buscas por dois corpos ainda desaparecidos, mas antes que engenheiros possam começar a trabalhar na reflutuação do navio, promotores querem examinar os destroços em busca de mais evidências sobre o que aconteceu na noite do naufrágio.

Como capitão do navio, Schettino assumiu a responsabilidade pelo acidente. Mas ele diz que não é a única pessoa a ser culpada e quer o navio examinado em busca de evidências de possíveis falhas técnicas que possam ter contribuído para a morte das 32 vítimas.

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