October 2, 2013 / 2:01 PM / 5 years ago

Obama reduz visita à Ásia por paralisação do governo

Por Mark Felsenthal

Presidente dos EUA, Barack Obama, fotografado durante pronunciamento sobre o novo programa de saúde do governo, na Casa Branca, em Washington. Obama cancelou parte de uma viagem há tempos planejada para a Ásia e deixou o restante do percurso em suspenso, nesta quarta-feira, à medida que o governo dos EUA entra no segundo dia de uma paralisação sem um final à vista para o impasse no Congresso. 1/10/2013. REUTERS/Larry Downing

WASHINGTON, 2 Out (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cancelou parte de uma viagem há tempos planejada para a Ásia e deixou o restante do percurso em suspenso, nesta quarta-feira, à medida que o governo dos EUA entra no segundo dia de uma paralisação sem um final à vista para o impasse no Congresso.

Obama desistiu de duas paradas em uma turnê planejada a quatro países e deixou as visitas para outros dois países no ar, segundo comunicado da Casa Branca.

O presidente disse a seus homólogos na Malásia e nas Filipinas que não conseguiria encontrá-los como planejado, e um funcionário da Casa Branca disse que o presidente está estudando se vai comparecer a cúpulas diplomáticas na Indonésia e em Brunei.

“Continuaremos avaliando essas viagens com base em como os eventos se desenrolam ao longo da semana”, disse a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Caitlin Hayden.

Originalmente, Obama deveria partir dos Estados Unidos no sábado e voltar uma semana depois.

O presidente não tem apenas que lidar com o impasse orçamentário e seus efeitos, mas enfrenta uma crise ainda maior no Congresso, que irá colocar os Estados Unidos sob o risco de não pagar suas dívidas, se não for aprovado o aumento do teto da dívida pública norte-americana.

O secretário do Tesouro, Jack Lew, disse que os Estados Unidos vão exaurir sua capacidade de empréstimo até 17 de outubro.

A briga entre os democratas, de Obama, e os republicanos sobre a capacidade de endividamente do governo está rapidamente se fundindo com o impasse sobre o financiamento diário do governo, que forçou a primeira paralisação federal em 17 anos e colocou centenas de milhares de funcionários públicos em licença não remunerada.

CONSEQUÊNCIAS INTERNACIONAIS

O anúncio da Casa Branca sobre a viagem à Ásia seguiu-se a um dia infrutífero no Capitólio, em que parlamentares democratas e republicanos não chegaram nem um pouco mais perto de resolver suas diferenças.

Obama acusou os republicanos de fazerem o governo de refém para sabotar sua lei de reforma do sistema de saúde, o programa social norte-americano mais ambicioso em cinco décadas e aprovado há três anos.

Republicanos na Câmara dos Deputados enxergam essa lei como uma extensão perigosa do poder do governo, e vincularam seus esforços para miná-la com as tentativas contínuas de bloquear o financiamento do governo. O Senado, controlado pelos democratas, rejeitou repetidamente esses esforços.

O impasse levantou novos temores sobre a capacidade do Congresso de realizar suas funções básicas e ameaça atrapalhar uma recuperação econômica ainda frágil.

“É uma bagunça. Uma verdadeira confusão”, disse a parlamentar democrata Louise Slaughter, de Nova York.

Enquanto agências governamentais paravam funções que variam do tratamento contra o câncer a transações comerciais, os republicanos na Câmara buscavam restaurar os fundos para os parques nacionais, a assistência aos veteranos e ao Distrito de Columbia, a capital.

Um esforço para aprovar as três leis não deu certo na noite de terça-feira, mas os republicanos pretendem tentar de novo na quarta. Provavelmente, serão derrotados pelo Senado controlado pelos democratas.

“Isso é importante - um parque? Que tal as crianças que precisam de creche?”, disse o parlamentar democrata Sander Levin, de Michigan. “Você tem que libertar todos os reféns. Cada um deles”.

O revés na viagem à Ásia, programada para reforçar o compromisso dos EUA na região, é a primeira consequência internacional óbvia dos problemas em Washington.

“Eles paralisaram o governo por uma cruzada ideológica para negar saúde acessível a milhões de americanos”, disse Obama na terça-feira.

Reportagem adicional de Ian Simpson, Richard Cowan, Caren Bohan, David Lawder, Roberta Rampton e Steve Holland

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