October 5, 2013 / 12:10 AM / 5 years ago

Comitê do Senado italiano recomenda expulsão de Berlusconi

Por Roberto Landucci

O ex-primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, durante sessão no Senado italiano, em Roma. Uma comissão do Senado votou, nesta sexta-feira, por recomendar a expulsão do líder de centro-direita do parlamento. 02/10/2013 REUTERS/Tony Gentile

ROMA, 4 Out (Reuters) - Um comitê do Senado italiano recomendou nesta sexta-feira que o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi seja expulso do parlamento após sua condenação por evasão fiscal, abrindo caminho para uma decisão final que pode selar seu futuro político neste mês.

A recomendação de expulsar o homem que dominou a política italiana nas últimas duas décadas foi tomada por um comitê multipartidário de 23 senadores, dominado por opositores ao líder de centro-esquerda.

A medida terá que ser ratificada no final do mês em votação pelo plenário do Senado, onde os partidários de Berlusconi também são minoria, antes do líder perder a sua cadeira.

Berlusconi não compareceu à audiência de sexta-feira, denunciando os procedimentos como uma manobra de seus inimigos políticos para removê-lo.

“Esta é, claramente, uma decisão política para se livrar do líder da centro-direita italiana por meios judiciais”, disse Renato Brunetta, líder do partido de Berlusconi, o Povo da Liberdade, na Câmara.

“Os carrascos não devem se iludir, o que está em jogo é o título de senador, não a cabeça do homem e do político Berlusconi, que continua sendo o líder e ponto de referência dos italianos.”

Os procedimentos do Senado coroam uma semana desastrosa para o bilionário de 77 anos, que foi forçado a uma retratação humilhante na quarta-feira por uma revolta partidária que o obrigou a apoiar o premiê de centro-esquerda Enrico Letta no parlamento.

Depois de retirar seus ministros do governo de coalizão no fim de semana e pedir novas eleições, Berlusconi teve que reverter sua decisão de derrubar o governo e, ao invés disso, apoiar Letta em um voto de confiança, depois que dissidentes de seu próprio partido ameaçaram desmembrar a centro-direita.

A revolta deixou o PDL de Berlusconi dividido em dois blocos. O secretário do partido Angelino Alfano, de 42 anos, liderou o grupo de moderados, enquanto o núcleo duro permaneceu leal a Berlusconi, embora uma cisão formal não tenha sido confirmada.

Mesmo se Berlusconi for expulso do Senado, como esperado, ainda pode conduzir a centro-direita, ou a parte que permanecer fiel a ele, fora do parlamento.

Entretanto, sua posição estaria enfraquecida e ele perderia a proteção contra a prisão de que os parlamentares desfrutam, o que pode ser importante, já que ele enfrenta muitos outros processos legais.

Os mercados financeiros reagiram positivamente à sobrevivência do governo de Letta, com a rentabilidade nos títulos de dez anos do governo italiano caindo para 4,3 por cento, mesma taxa verificada antes da erupção da crise.

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