October 6, 2013 / 12:35 PM / 5 years ago

Rússia minimiza ação legal da Holanda sobre ativistas do Greenpeace

MOSCOU, 5 Out (Reuters) - A Rússia minimizou uma ação legal da Holanda sobre a prisão e a instalação de um processo judicial contra ativistas do Greenpeace sob a acusação de pirataria, afirmando neste sábado que o protesto do grupo em uma plataforma de petróleo no Ártico foi “pura provocação”.

Jenny Main and Becky Mercer, amigas da ativista detida do Greenpeace, Alex Harris, se juntam a outros manifestantes para protestar contra a prisão de ativistas dos Greenpeace na Rússia, do lado de fora da embaixada russa, em Londres. A Rússia minimizou uma ação legal da Holanda sobre a prisão e a instalação de um processo judicial contra ativistas do Greenpeace sob a acusação de pirataria, afirmando neste sábado que o protesto do grupo em uma plataforma de petróleo no Ártico foi "pura provocação". 5/10/2013. REUTERS/Olivia Harris

A Holanda lançou uma ação legal contra a Rússia na sexta-feira, afirmando que o país prendeu ilegalmente ativistas e outras pessoas que estavam no navio de bandeira holandesa no mês passado, quando protestavam contra a exploração de petróleo no Ártico.

Dois cidadãos holandeses estavam entre as 30 pessoas a bordo do Artic Sunrise, que foi detido por autoridades russas perto da plataforma de petróleo marítima de Prirazlomnaya.

O vice-chanceler russo, Alexei Meshkov, disse à agência de notícias estatal RIA Novosti que a Rússia pediu repetidas vezes que a Holanda suspendesse o que os russos afirmam ser “atividade ilegal” do navio.

“Infelizmente, isso não foi feito. Portanto, temos muito mais questões para o lado holandês do que eles têm para nós”, disse Meshkov, segundo a agência.

“Tudo o que aconteceu com o Artic Sunrise foi pura provocação.”

Autoridades russas acusaram os ativistas de pirataria, o que pode resultar em penas de até 15 anos de prisão.

Além dos cidadãos holandeses, o grupo também tem seis britânicos, quatro russos, dois argentinos, dois canadenses, dois neo-zelandeses, um homem com cidadanias sueca e norte-americana, além de uma brasileira e um cidadão de cada um dos seguintes países: Estados Unidos, Austrália, Dinamarca, Finlândia, França, Itália, Polônia, Suíça, Turquia e Ucrânia.

Os ativistas estão detidos na cidade de Murmansk, no norte da Rússia.

Reportagem de Alessandra Prentice

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