October 8, 2013 / 1:29 PM / 5 years ago

Presidente da Argentina é operada para remover hematoma no cérebro

BUENOS AIRES, 8 Out (Reuters) - A presidente argentina, Cristina Kirchner, foi submetida nesta terça-feira a uma cirurgia de baixo risco para drenar um hematoma cerebral, o que a deixará afastada da campanha eleitoral em uma disputa-chave para seu governo.

Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, fotografada dentro do carro em chegada ao hospital, em Buenos Aires. Cristina foi submetida nesta terça-feira a uma cirurgia de baixo risco para drenar um hematoma cerebral, o que a deixará afastada da campanha eleitoral em uma disputa-chave para seu governo. 7/10/2013. REUTERS/Pablo Molina-DyN

Cristina foi internada ao meio-dia (horário local) de segunda-feira na Fundação Favaloro, em Buenos Aires, para realização de exames pré-cirúrgicos, após sentir um formigamento no braço no domingo que obrigou seus médico a optarem pela intervenção cirúrgica, no lugar do repouso indicado inicialmente.

A cirurgia começou às 7h35 (8h35, no horário de Brasília), segundo uma fonte médica do hospital que pediu anonimato.

A operação é de baixo risco e consiste em abrir um orifício para permitir a drenagem do hematoma que se formou por baixo da meninge, membrana que envolve o cérebro, disseram fontes médicas.

Cristina ficou internada por várias horas no sábado para exames clínicos, após os quais lhe foram indicados 30 dias de repouso para permitir a absorção do hematoma causado por uma pancada na cabeça sofrida em uma queda em meados de agosto.

O acidente havia sido mantido em segredo e os detalhes sobre ele continuam desconhecidos.

A recuperação deixará Cristina fora da campanha para as eleições parlamentares de 27 de outubro.

Cristina, de 60 anos, tem um estilo de gestão centralizador do poder e vinha encabeçando os comícios em uma tentativa de fortalecer os candidatos oficiais que se encontram em desvantagem nas pesquisas.

De acordos com as pesquisas, o governo pode perder o controle do Congresso nas eleições, ficando assim sem possibilidade de impulsionar uma reforma constitucional que habilite a presidente a disputar um terceiro mandato, como pretendem seus aliados.

O vice-presidente Amado Boudou assumiu a Presidência interinamente na segunda-feira.

Reportagem de Alejandro Lifschitz

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