October 19, 2013 / 3:05 PM / 4 years ago

Marginalizado pelo Egito, Hamas busca o rival palestino Abbas

Por Nidal al-Mughrabi

GAZA, 19 Out (Reuters) - O Hamas procurou seu rival palestino, o presidente Mahmoud Abbas, no sábado, para por fim a um rompimento de seis anos e formar um governo de união.

A facção secular de Abbas, apoiada pelos Estados Unidos, perdeu a eleição de 2006 para o islamista Hamas. Eles estabeleceram uma aliança até que uma guerra civil no ano seguinte colocou o Hamas no poder em Gaza, enquanto a autoridade de Abbas ficou limitada à Cisjordânia ocupada por Israel.

O Egito intermediou um acordo de reconciliação palestina em 2011, mas ele não chegou a ser implementado. Nesse interim, no Cairo, o presidente islamista Mohamed Mursi foi derrubado pelo exército que trata o vizinho Hamas como uma ameaça à segurança.

“Nossas condições não permitem que as diferenças sejam mantidas”, disse o primeiro-ministro do governo de Gaza, Ismail Haniyeh, em um discurso chamando Abbas e Fatah para renovar o diálogo com o Hamas, marcar novas eleições e entrar numa divisão de poder temporária.

“Vamos ter um governo, um parlamento e um presidente”, disse Haniyeh.

A abertura foi recebida com frieza pelo Fatah, cujo líder Abbas está envolvido em uma nova rodada de conversações de paz com Israel, patrocinada pelos EUA. Hamas recusa-se a coexistir com o país judeu.

Ahmed Assaf, porta-voz do Fatah, disse que o discurso de Haniyeh “não incluía nada de novo, nem um plano claro ou um cronograma específico”.

Pressionado pela deterioração dos laços com os antigos aliados regionais da Síria, Hezbollah, Irã, assim como pela queda de Mursi e a consequente repressão egípcia aos túneis palestinos usados para contrabandear armas e bens comerciais para Gaza, o Hamas enfrenta um grave declínio financeiro.

Haniyeh tentou amenizar as tensões com o Cairo, negando as acusações egípcias de que o grupo interferiu na agitação interna em nome de partidários islamistas de Mursi.

Hamas também tentou afastar as alegações de que estava ajudando militantes islâmicos no deserto sem lei do Sinai egípcio, que faz fronteira com Gaza e Israel.

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