October 20, 2013 / 3:59 PM / in 5 years

Premiê indiano se diz satisfeito com alocações de blocos de carvão apesar de inquérito

NOVA DÉLHI, 20 Out (Reuters) - O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, está satisfeito com o resultado do processo de atribuição dos blocos de carvão a certas empresas, disse seu gabinete neste sábado, ao mesmo tempo em que a Polícia Federal do país realiza uma investigação sobre o sistema.

Foto de arquivo do primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, em Nova Délhi. Singh está satisfeito com o resultado do processo de atribuição dos blocos de carvão a certas empresas, disse seu gabinete neste sábado, ao mesmo tempo em que a Polícia Federal do país realiza uma investigação sobre o sistema. 02/10/2013 REUTERS/Adnan Abidi

Os comentários foram primeiramente atribuídos a Singh pois um caso foi impetrado nesta semana contra três empresas envolvidas em um escândalo, apelidado de “Coalgate”, o qual veio à tona após um relatório de auditoria no ano passado questionar a prática do governo de conceder concessões de mineração a empresas sem licitações públicas.

Críticos dizem que o processo já pode ter custado ao tesouro bilhões de dólares em receitas. Os partidos de oposição pediram pela renúncia de Singh, uma vez que ele estava no comando do Ministério do Carvão no momento que as atribuições foram feitas.

A controvérsia ganhou ainda mais força nesta semana depois que o Escritório Central de Investigações (CBI, na sigla em inglês) apresentou uma acusação contra o empresário industrial Kumar Mangalam Birla e outras duas empresas, dizendo que eles desrespeitaram as regras das alocações de blocos de carvão.

“O primeiro-ministro está satisfeito que a decisão final tomada sobre este assunto foi completamente apropriada e baseada nos méritos do caso apresentados a ele”, disse o gabinete de Singh.

“Não está sendo colocado nenhum impedimento para o CBI continuar a investigação e buscar novas informações que podem ter uma influência sobre o caso”, acrescentou.

O auditor federal da Índia alegou que a venda dos blocos de carvão a preços baixos pode ter custado ao Tesouro receitas potenciais de 33 bilhões de dólares, embora observadores da indústria e do governo tenham dúvidas sobre este número.

O primeiro-ministro é acusado de ter revertido decisões sobre as alocações em resposta à recomendações dos Ministérios.

Reportagem de Anurag Kotoky

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