27 de Outubro de 2013 / às 17:55 / 4 anos atrás

Parlamentares republicanos defendem espionagem internacional dos EUA

Por Aruna Viswanatha e Anna Yukhananov

WASHINGTON, 27 Out (Reuters) - Dois parlamentares republicanos defenderam neste domingo os programas de vigilância internacional de Washington em reação a protestos de aliados, após o amplo escopo da espionagem ser revelado neste ano pelo ex-funcionário do serviço de inteligência Edward Snowden.

O chairman do comitê de inteligência da Câmara dos Deputados, Mike Rogers, disse que boa parte da informação pública sobre esses esforços, incluindo alegações de que a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) espionou milhões de cidadãos franceses, está enganada.

“Eles estão vendo três ou quatro peças de um quebra-cabeças de mil peças e tentando chegar a uma conclusão”, disse ele no programa “State of the Nation”, da CNN.

A mídia recebeu um slide em que estava escrita a palavra “França”, disse Rogers, o que “deu início a uma imensa discussão sobre a coleção de chamadas telefônicas na França com cidadãos franceses por norte-americanos”.

“Isso está 100 por cento errado”, disse ele. O slide referia-se a um programa de contra-terrorismo que não tem relação com cidadãos franceses, acrescentou.

Em vez disso, disse Rogers, autoridades europeias não têm supervisão suficiente de seus serviços de inteligência. Ele sugeriu que as novas revelações não foram surpresas às agências de inteligência europeias, mas apenas para os governos para qual elas trabalham.

Já o chairman do subcomitê de contra-terrorismo e inteligência da Câmara, Peter King, pronunciando-se no programa “Meet the Press” da NBC, disse: “O presidente deveria parar de pedir desculpas, parar de ser defensivo”.

“A realidade é que a NSA salvou milhares de vidas, não apenas nos EUA mas também na França e na Alemanha e ao longo da Europa. A França, também, não tem muito a dizer. O fato é que eles têm dado cabo de operações de espionagem contra os EUA, tanto o governo quanto a indústria. Quanto à Alemanha, é lá que começou a conspiração de Hamburgo, que levou ao 11 de setembro. Eles negociaram com Irã e Iraque, Coreia do Norte...”, completou.

Brasil e Alemanha estão preparando uma resolução para a Assembleia-Geral da ONU que vai exigir o fim da espionagem excessiva e da invasão de privacidade, depois que um ex-prestador de serviços da agência de inteligência dos Estados Unidas revelou grandes programas de vigilância internacionais, disseram diplomatas da ONU na sexta-feira.

A presidente Dilma Rousseff e a chanceler alemã, Angela Merkel, condenaram a espionagem generalizada feita pela agência de segurança norte-americana.

Acusações de que a NSA acessou dezenas de milhares de registros telefônicos franceses e monitorou o celular de Merkel têm causado indignação na Europa. A Alemanha disse na sexta-feira que vai enviar seus chefes de inteligência para Washington na próxima semana para buscar explicações da Casa Branca.

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