November 16, 2013 / 1:22 PM / 5 years ago

Cameron clama por investigação de crimes de guerra no Sri Lanka

Por Ranga Sirilal

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, conversa com população tâmil em Jaffna, no Sri Lanka. Cameron ameaçou neste sábado pressionar por uma investigação internacional independente sobre as alegações de crimes de guerra no clímax da guerra civil de 26 anos do Sri Lanka se a nação insular não realizar seu próprio inquérito até março de 2014. 15/11/2013. REUTERS/Stringer

COLOMBO, 16 de Nov (Reuters) - O primeiro-ministro britânico, David Cameron, ameaçou neste sábado pressionar por uma investigação internacional independente sobre as alegações de crimes de guerra no clímax da guerra civil de 26 anos do Sri Lanka se a nação insular não realizar seu próprio inquérito até março de 2014.

Cameron tem sido o crítico mais contundente do histórico do Sri Lanka em relação aos direitos humanos na cúpula bienal da Comunidade das Nações, realizada na capital Colombo.

O evento, normalmente morno, foi abalado pelas crescentes discussões sobre as atrocidades durante os meses finais da guerra e sobre a continuidade dos abusos desde então. “Deixem-me ser claro. Se uma investigação não for finalizada até março, usarei nossa posição no Conselho de Direitos Humanos da ONU para trabalhar com a Comissão de Direitos Humanos da ONU e pedir uma investigação internacional independente e decredibilidade”, disse o premiê aos repórteres.

Março é a data da próxima reunião na qual a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas analisará se o Sri Lanka progrediu na investigação dos abusos de direitos humanos, entre eles as alegações de crimes de guerra. Não ficou claro que forma teria uma investigação internacional.

No passado o Sri Lanka serecusou a permitir às Nações Unidas o acesso irrestrito às antigas zonas de guerra.

O exército do país massacrou os separatistas do Tamil Tiger na batalha final da longa guerra civil de 2009, em uma estratégia parcialmente delineada pelo secretário de Defesa Gotabaya Rajapaksa, irmão do presidente Mahinda Rajapaksa.

Cerca 300 mil civis foram emboscados em uma praia durante o combate e um painel da ONU estima que 40 mil não-combatentes morreram. Os dois lados cometeram atrocidades, mas os bombardeios do exército fizeram a maioria das vítimas, concluiu o painel.

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