November 24, 2013 / 1:22 PM / 4 years ago

Apesar de crítica de Israel, acordo com Irã pode diminuir o risco de bomba

Por Fredrik Dahl

GENEBRA, 24 Nov (Reuters) - Apontado por Israel como um “mau negócio”, o acordo entre o Irã e seis potências mundiais para restringir o programa nuclear iraniano deve, no entanto, tornar mais difícil a fabricação de uma bomba atômica por Teerã.

O acordo provisório deste domingo tem como objetivo paralisar a expansão das atividades atômicas iranianas e ganhar tempo para a negociação de um acordo final para o impasse nuclear que já dura uma década.

No entanto, por enquanto, o Irã vai manter milhares de centrífugas refinando urânio, embora abaixo do nível de concentração necessário para fabricar armas nucleares, e um estoque do material que poderia ser usado para bombas caso fosse ainda bem mais processado.

“O acordo provisório trouxe conquistas”, afirmou o especialista, David Albright, do Instituto de Ciência e Segurança Internacional (Isis, na sigla em inglês).

Segundo ele, o acordo eliminaria o estoque de gás de urânio refinado a uma pureza de 20 por cento, fonte de grandes preocupações do Ocidente.

Pelo acordo, o Irã deve paralisar o enriquecimento em graus mais altos e também diluir ou converter a sua reserva de material altamente enriquecido em um formato que não permite o reprocessamento, de acordo com um comunicado norte-americano.

Quando isso for feito, o tempo que levaria para o Irã produzir quantidade suficiente de urânio altamente enriquecido para uma bomba atômica aumentaria de pelo menos 1 a 1,6 mês para pelo menos 1,9 a 2,2 meses, se Teerã usasse todas as suas centrífugas instaladas, disse Albright, por e-mail.

“Isso pode parecer pouco, mas com a AIEA checando diariamente o filmado pela câmera de Natanz e Fordow, esse aumento é significativo”, afirmou ele, se referindo à Agência Internacional de Energia Atômica das Nações Unidas.

O Irã se comprometeu a dar aos inspetores da AIEA acesso diário a suas instalações de enriquecimento em Natanz e Fordow, segundo os EUA. Essas usinas são as que provocam maior controvérsia.

“Esse acesso vai dar ainda mais transparência ao enriquecimento e diminuir o tempo necessário para se detectar algum descumprimento”, diz o comunicado norte-americano.

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