December 10, 2013 / 1:53 PM / 4 years ago

EXCLUSIVO-Itaú deve ter retorno sobre patrimônio acima de 20% em 2014, diz fonte

Por Aluísio Alves e Guillermo Parra-Bernal

Pessoas caminham em frente a uma agência do banco Itaú no Rio de Janeiro. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) do Itaú Unibanco deve superar os 20 por cento em 2014, favorecido por cenário de maior crescimento do crédito, menos gastos com provisões para devedores duvidosos e maiores receitas com juros, disse à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto. 03/11/2008. REUTERS/Sergio Moraes

SÃO PAULO, 10 Dez (Reuters) - O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) do Itaú Unibanco deve superar os 20 por cento em 2014, favorecido por cenário de maior crescimento do crédito, menos gastos com provisões para devedores duvidosos e maiores receitas com juros, disse à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto.

O ROE, usado como indicador de capacidade dos bancos de remunerar os investimentos de seus acionistas, poderia “chegar facilmente” a níveis maiores do que a meta informal do banco de 20 por cento, disse a fonte, que não quis ser identificada porque as projeções para o próximo ano ainda não foram divulgadas.

No terceiro trimestre de 2013, o ROE anualizado do Itaú subiu pelo quarto trimestre consecutivo, para 20,9 por cento, acima dos 19,6 por cento estimados em uma pesquisa da Reuters com analistas.

Se não fosse o fraco resultado da Tesouraria de julho a setembro, o ROE teria ficado ao redor de 22,5 por cento nesse período. A fonte vê uma normalização do resultado da Tesouraria já a partir do atual trimestre, o que explica a confiança para o ROE no ano que vem.

“Não vai ser nada difícil ter um ROE acima de 20 por cento em 2014”, disse a fonte.

O banco deve ter no ano que vem um crescimento ao redor de 12 por cento de sua carteira de crédito, uma vez que terá cumprido a maior parte do processo de desacelerar linhas de financiamento mais arriscadas para se concentrar nas mais seguras, disse a fonte.

Em 2013, a carteira do Itaú Unibanco deve ter um crescimento inferior a 10 por cento, desempenho afetado em parte pela desaceleração no segmento de veículos, cujo montante total pode encolher marginalmente também em 2014. Em 12 meses até setembro, a carteira total do banco cresceu 9,3 por cento.

Os bancos privados vêm apostando cada vez mais nas linhas mais seguras de crédito como forma de crescer sem arranhar a rentabilidade, num cenário em que os bancos públicos têm crescido muito acima da média do mercado com ofertas mais agressivas de taxas de juros.

Com provisões menores para inadimplência —o índice acima de 90 dias cedeu para 3,9 por cento no terceiro trimestre, de 4,2 por cento de abril a junho—, o resultado líquido da intermediação financeira deve crescer no ano que vem.

Isso mesmo com uma possível queda no spread (diferença entre o custo de captação de recursos e o juro cobrado dos clientes) em algumas linhas, à medida que prossegue o foco em nichos como crédito consignado, com taxas mais apertadas.

“O resultado líquido da intermediação financeira pode crescer cinco, seis por cento”, disse a fonte.

O Itaú Unibanco também deve apurar avanço de cerca de 10 por cento nas receitas com prestação de serviços no ano que vem, com o aumento da participação de ganhos com cartões, seguros e tarifas bancárias, acrescentou a fonte.

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