January 6, 2014 / 4:09 PM / 5 years ago

Premiê do Iraque pede que população de Falluja expulse extremistas

Por Ahmed Rasheed

BAGDÁ, 6 Jan (Reuters) - O primeiro-ministro do Iraque pediu nesta segunda-feira às pessoas da cercada cidade de Falluja para que elas expulsem os insurgentes ligados à Al Qaeda e, assim, evitem uma ofensiva militar que autoridades dizem que poderia ser lançada em dias.

Num comunicado pela TV estatal, Nuri al-Maliki, um muçulmano xiita cujo governo tem apoio reduzido na sunita Falluja, fez um chamado aos líderes tribais para que eles expulsem os extremistas que na semana passada tomaram cidades importantes no deserto que leva até a fronteira com a Síria.

“O primeiro-ministro faz um apelo às tribos e às pessoas de Falluja para que elas expulsem os terroristas da cidade e, dessa forma, não corram os riscos de um combate armado”, afirmou o comunicado.

Dois líderes tribais locais disseram que reuniões estavam ocorrendo com os clérigos e dirigentes comunitários para encontrar uma maneira de convencer os combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante para deixar Falluja e evitar o derramamento de sangue.

Maliki prometeu que o Exército, de prontidão fora da cidade, não atacaria áreas residenciais, ao mesmo tempo que as forças de segurança preparam uma ofensiva que lembra os ataques norte-americanos de 2004 no local, 40 km a oeste do principal aeroporto de Bagdá.

Autoridades da área de segurança disseram que Maliki concordou em não ordenar por enquanto a ofensiva para dar mais tempo ao esforço dos líderes tribais de Falluja para retirar os extremistas sunitas da cidade.

“Não foi determinado um prazo específico, mas não se vai esperar para sempre”, disse um oficial.

“Não estamos preparados para esperar por muito tempo. Estamos falando aqui de dias somente. Mais tempo significa mais força para os terroristas.”

O Estado Islâmico do Iraque e do Levante apareceu na guerra civil da Síria como um grupo ligado à rede internacional Al Qaeda e contra o presidente Bashar al-Assad.

No Iraque, o grupo tem se fortalecido na província de Anbar, uma região sunita com poucos habitantes. O seu objetivo declarado é criar um Estado sunita abrangendo a região de fronteira da Síria, área de deserto controlada pelos rebeldes.

Dois anos depois das tropas norte-americanas terminarem com nove anos de ocupação no Iraque, a violência no país mostra como a guerra civil entre rebeldes sírios, apoiados pela Arábia Saudita, e o governo de Assad, aliado do Irã, tem intensificado as diferenças e os confrontos na região.

Os Estados Unidos disseram no domingo que ajudariam Maliki a lutar contra a Al Qaeda, mas que não enviariam tropas de volta. Uma autoridade iraniana também ofereceu apoio.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, indicou neste domingo que o Irã poderia ter um papel em negociações de paz na Síria, sugestão que reflete a recente aproximação com os iranianos.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below