January 12, 2014 / 3:12 PM / 5 years ago

Escolha do papa de novos cardeais dá ênfase aos pobres

CIDADE DO VATICANO, 12 Jan (Reuters) - O papa Francisco colocou sua primeira marca em grupo do topo da hierarquia católica romana, neste domingo, nomeando 19 novos cardeais de várias partes do mundo.

O papa Francisco faz um discurso durante a oração de Angelus, da janela do Palácio Apostólico do Vaticano na Praça de São Pedro, no Vaticano. O papa colocou sua primeira marca em grupo do topo da hierarquia católica romana, neste domingo, nomeando 19 novos cardeais de várias partes do mundo. 12/01/2014 REUTERS/Stefano Rellandini

Dezesseis deles são “cardeais eleitores” com menos de 80 anos, aptos a participar de um conclave para eleger um papa.

Eles vêm de Itália, Alemanha, Grã-Bretanha, Nicarágua, Canadá, Costa do Marfim, Brasil, Argentina, Coreia do Sul, Chile, Burkina Faso, Filipinas e Haiti.

Metade deles são não-europeus, indicando a importância que Francisco atribui ao mundo em desenvolvimento.

Francisco é o primeiro papa latino-americano e o primeiro pontífice não-europeu em cerca de 1.300 anos.

Os cardeais são conselheiros mais próximos do papa no Vaticano e em todo o mundo. Além de serem os líderes da Igreja em seus países de origem, aqueles que não são baseados no Vaticano são membros de comitês-chave em Roma que decidem as políticas que podem afetar a vida de 1,2 bilhão de católicos romanos.

Os novos cardeais eleitores têm de 55 a 74 anos. Da América Latina foram escolhidos o arcebispo Aurelio Poli, 66, o sucessor de Francisco na capital argentina, e os arcebispos de Manágua, na Nicarágua, do Rio de Janeiro, e de Santiago, no Chile.

Dois são da África —os arcebispos de Ouagadougou, em Burkina Faso, e Abidjan, na Costa do Marfim.

Da Ásia foram escolhidos os arcebispos de Seul, na Coreia do Sul, e Cotabato, nas Filipinas.

O arcebispo Chibly Langlois, 55 anos, é de Les Cayes, no Haiti, o país mais pobre do Hemisfério Ocidental, onde, de acordo com o Banco Mundial, cerca de 80 por cento da população rural vive em extrema pobreza.

As Filipinas, Nicarágua, Costa do Marfim e Brasil também têm altas taxas de pobreza.

UMA IGREJA POBRE

O papa, que fez o anúncio a dezenas de milhares de pessoas na Praça de São Pedro durante sua bênção domingo, disse muitas vezes desde a sua eleição em 13 de março que ele quer uma igreja que “é pobre e para os pobres”.

Apenas quatro dos cardeais eleitores são funcionários do Vaticano, o principal deles o arcebispo italiano Pietro Parolin, 58, novo secretário de Estado de Francisco, e o arcebispo Gerhard Mueller, 66, o chefe alemão da congregação doutrinal do Vaticano.

O eleitor europeu mais proeminente de fora da Itália é o arcebispo Vincent Nichols, 68, de Westminster, em Londres, e o principal elo de ligação entre o catolicismo e a Igreja Anglicana.

Os três que têm 80 anos ou mais irão assumir como cardeais eméritos como um sinal de gratidão por seu trabalho para a Igreja Católica e não serão capazes de entrar em um conclave. Eles vêm de Espanha, Itália e na ilha caribenha de Santa Lúcia. Incluem arcebispo Loris Capovilla, 98, que foi secretário do papa João 23, o papa que chamou o Concílio Vaticano II.

A cerimônia para elevar os novos cardeais, conhecida como um consistório, será realizada em 22 de fevereiro, disse o papa.

A lei da Igreja coloca um limite de 120 ao número de cardeais eleitores. Após o consistório, a Igreja terá 122 por alguns meses até dois prelados atingirem 80 anos.

Sessenta e um dos 122 são da Europa. Mas a Ásia e a África terão cada um mais dois cardeais eleitores do que tiveram no conclave que elegeu Francisco em março passado.

Por Philip Pullella

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