January 19, 2014 / 6:19 PM / 5 years ago

Combatentes patrocinados pelo governo iraquiano atacam militantes da Al Qaeda

BAGDÁ, 19 Jan (Reuters) - Homens iraquianos apoiados pelas forças especiais da polícia e por helicópteros de combate atacaram neste domingo militantes ligados à Al Qaeda nos arredores da cidade de Ramadi, confirmaram autoridades locais.

Soldados iraquianos participam de ação intensiva de segurança nas ruas de Ramadi, no Iraque. Homens iraquianos apoiados pelas forças especiais da polícia e por helicópteros de combate atacaram neste domingo militantes ligados à Al Qaeda nos arredores da cidade de Ramadi, confirmaram autoridades locais. 18/01/2014. REUTERS/Ali al-Mashhadani

Os combatentes retomaram uma base da polícia em al-Hamthiya, na região leste de Ramadi. A disputa na cidade, que é a capital da província sunita de Anbar, foi uma das mais contundentes e alarmantes dos últimos tempos.

O Estado Islâmico do Iraque e no Levante (ISIL, na sigla inglesa), um grupo oriundo da Al Qaeda que também combate na Síria, contou com aliados locais para invadir regiões de Ramadi e da cidade vizinha de Falluja no dia 1º de janeiro, depois que forças do Exército iraquiano desmantelaram acampamentos de manifestantes sunitas próximos à Ramadi e prenderam um legislador sunita.

As autoridades iraquianas impuseram um toque de recolher neste domingo em Ramadi, que fica a 100 km à oeste de Bagdá, para evitar mortes de civis, segundo a polícia.

Unidades do exército estavam à postos perto de Falluja, mas o primeiro-ministro Nuri al-Maliki desautorizou o ataque, dizendo que líderes tribais da própria cidade deveriam eles mesmos combater os militantes da Al Qaeda.

Ainda neste domingo, homens armados vestindo uniformes do Exército mataram ao menos seis militantes sunitas apoiados pelo governo em uma base próxima a Baquba, a 65 km à nordeste da capital Bagdá.

Segundo a polícia, entre as vítimas estavam o líder da “Sahwa” (que significa despertar, em português), uma milícia tribal, e dois de seus filhos.

Os combatentes da Sahwa, que vinham ajudando tropas norte-americanas a derrotar militantes ligados à Al Qaeda desde 2006, costumam ser alvos dos insurgentes anti -governo xiita.

Dois anos depois que as tropas dos EUA deixaram o Iraque, a violência voltou a atingir os níveis mais alarmantes desde o derramamento de sangue na disputa entre xiitas e sunitas em 2006 e 2007, quando dezenas de milhares de pessoas foram mortas.

As Nações Unidas sustentam que 9 mil pessoas foram mortas de forma violenta no Iraque no último ano, dos quais 1.050 são civis.

No sábado, um ataque em uma prisão de menores em Bagdá deixou 32 mortos e 75 feridos, disseram autoridades locais.

Por Ahmed Rasheed

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