January 23, 2014 / 12:57 PM / 4 years ago

Manifestantes ucranianos aceitam breve trégua para nova negociação

KIEV, 23 Jan (Reuters) - Manifestantes contrários ao governo da Ucrânia concordaram nesta quinta-feira com uma trégua de algumas horas nos confrontos com a polícia durante a realização de novas conversas entre os líderes da oposição e o presidente Viktor Yanukovich, informou a agência de notícias Interfax.

Policiais ucranianos são vistos no local de confrontos com manifestantes pró-integração à União Europeia em Kiev. Manifestantes contrários ao governo da Ucrânia concordaram nesta quinta-feira com uma trégua de algumas horas nos confrontos com a polícia durante a realização de novas conversas entre os líderes da oposição e o presidente Viktor Yanukovich, informou a agência de notícias Interfax. 23/01/2014 REUTERS/Vasily Fedosenko

Os manifestantes, que vinham arremessando coquetéis molotov e pedras contra a polícia em Kiev desde domingo, disseram a Vitaly Klitschko, um dos líderes da oposição, que vão suspender novos ataques até 20h (16h no horário de Brasília), segundo a agência.

Klitschko é um dos três líderes que têm comandado os protestos contra Yanukovich desde novembro, quando o presidente desistiu de assinar um acordo de livre comércio com a União Europeia para se aproximar economicamente da Rússia.

Os protestos inicialmente pacíficos contra o governo de Yanukovich tornaram-se violentos no domingo, quando manifestantes radicais se afastaram da região principal dos protestos na área central de Kiev e entraram em confronto com a polícia.

Três pessoas morreram do lado dos manifestantes —duas com ferimentos provocados por disparos— e mais de 150 policiais ficaram feridos, nas piores cenas de violência nas ruas de Kiev nos últimos anos.

Segundo a Interfax, os manifestantes concordaram com a trégua depois que Klitschko foi até as barricadas onde ocorreram os confrontos com a polícia para fazer um apelo pela trégua até 20h.

Numa primeira rodada de negociação, na quarta-feira, Yanukovich se recusou a fazer qualquer concessão real aos pedidos do líder de oposição pela dissolução do governo e a revogação das leis antiprotestos aprovadas pelo Parlamento na semana passada.

Por Richard Balmforth

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