January 24, 2014 / 11:44 PM / 4 years ago

Kerry rejeita sugestões de que EUA estão se desligando do mundo

DAVOS, Suíça, 24 Jan (Reuters) - O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, rejeitou nesta sexta-feira como “um mito” as sugestões de que os Estados Unidos estariam se afastando dos assuntos mundiais.

“Estou perplexo com as afirmações que ocasionalmente ouço que, de alguma forma, os EUA estão se desligando do mundo - esse mito de que os EUA estão recuando, ou desistindo... Na verdade, nada poderia estar mais longe da verdade”, disse Kerry durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Suas observações foram vistas, em parte, como resposta ao príncipe saudita Turki al-Faisal, um ex-chefe de inteligência, que disse a um painel em Davos, mais cedo nesta sexta-feira, que o mundo estava desapontado com a percepção de que a política externa dos EUA estava sem direção.

Kerry citou o envolvimento dos EUA em questões sobre Israel, Irã, Síria e na Ásia e África para combater uma visão similar expressa por outros atores no Oriente Médio e por críticos nos EUA.

Ele disse que essa visão foi baseada em uma falsa suposição de que a única ferramenta de influência dos EUA era o seu Exército. “Se não temos uma enorme presença de tropas ou não estamos ostentando uma ameaça imediata de força, estamos de alguma forma ausentes da arena”, disse Kerry.

“Não se pode encontrar outro país - nenhum país - proativamente engajado ou que tenha uma parceria tão construtiva com tantos países do Oriente Médio como nós, em tantas frentes importantes”, disse ele.

Em Davos, Kerry continuou sua busca por um acordo entre israelenses e palestinos e teve reuniões com o primeiro- ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

E Kerry defendeu um acordo entre as potências mundiais e o Irã para limitar o programa nuclear de Teerã, embora ele insistiu que o compromisso do Irã precisava ser verificado.

O secretário de Estado norte-americano, que participou do lançamento das negociações de paz da Síria na terça-feira em Montreux, na Suíça, disse que uma solução política era a única maneira de resolver a crise e reiterou que o presidente sírio, Bashar al-Assad, não tinha lugar no futuro do país.

Reportagem de Lesley Wroughton

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