January 28, 2014 / 11:18 AM / 5 years ago

Obama usará discurso do Estado da União para anunciar ações sem Congresso

Por Steve Holland

Presidente dos EUA, Barack Obama, fotografado dentro do Salão Oval, na Casa Branca, na noite anterior ao dia em que ele fará o pronunciamento do Estado da Nação, em Washington. Obama vai apresentar uma estratégia para evitar o dividido Congresso e estimular a prosperidade da classe média no discurso sobre o Estado da União, nesta terça-feira, numa fala que vai refletir a diminuição das ambições no Legislativo depois de um ano difícil. 27/01/2014. REUTERS/Larry Downing

WASHINGTON, 28 Jan (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai apresentar uma estratégia para evitar o dividido Congresso e estimular a prosperidade da classe média no discurso sobre o Estado da União, nesta terça-feira, numa fala que vai refletir a diminuição das ambições no Legislativo depois de um ano difícil.

Obama vai deixar claro no discurso às 21h (0h no horário de Brasília) a disposição em deixar de lado os parlamentares norte-americanos e trabalhar sozinho em algumas áreas, anunciando uma série de ações executivas que não exigem aprovação do Congresso.

Autoridades da Casa Branca afirmaram que Obama anunciará novas ações nas áreas de aposentadoria e treinamento profissional para ajudar os trabalhadores da classe média a ampliarem suas oportunidades econômicas.

“Neste ano de ação, o presidente vai buscar o máximo possível trabalhar com o Congresso. No entanto, quando o trabalho e o sustento dos norte-americanos depender de fazer algo, ele não vai esperar pelo Congresso”, disse Dan Pfeiffer, assessor de Obama, num email enviado para correligionários sobre os temas do discurso.

Com mais três anos de mandato, Obama reduziu por agora suas ambições por grandes ações legislativas.

A expectativa é que ele renove o apelo por um aumento no salário mínimo, pela reforma imigratória bloqueada pelos republicanos e promova sua lei de assistência médica.

O sexto discurso de Obama sobre o Estado da União tem como alvo a desigualdade de renda, enquanto a classe média norte-americana enfrenta dificuldades para progredir em meio à prosperidade dos mais ricos, na desequilibrada recuperação econômica do país.

SEMANAS DE PREPARO

O mais importante discurso presidencial do ano levou semanas para ser preparado. Obama trabalhou à noite e seu principal redator de discursos, Cody Keenan, durante o dia. A fala teve contribuições de vários acadêmicos, especialistas em políticas, autoridades eleitas, ex-autoridades administrativas e executivos da iniciativa privada.

Jay Carney, porta-voz da Casa Branca, afirmou que a fala é uma grande chance para se dirigir aos parlamentares, mas, “ainda mais importante, aos milhões de norte-americanos, milhões de norte-americanos que ficam sintonizados”.

“E o presidente espera ansioso por isso e vai oferecer no seu discurso a sua visão, a sua pauta para que o país avance, e os passos que nós podemos tomar para ampliar as oportunidades para todos”, afirmou a repórteres.

Para destacar temas que são importantes para a Casa Branca, acompanharão o discurso na Câmara dos Deputados, junto com a primeira-dama Michelle Obama, heróis do atentado contra a Maratona de Boston no ano passado, um bombeiro que liderou o socorro no tornado de Oklahoma e um jogador de basquete que se declarou gay.

Um dos objetivos de Obama é apresentar uma narrativa que os candidatos do Partido Democrata possam adotar na campanha para as eleições parlamentares de novembro. O partido do presidente tentará manter a maioria no Senado e tirar dos republicanos o controle da Câmara.

O partido que controla a Casa Branca tradicionalmente perde cadeiras nas eleições parlamentares, sendo a votação assim um desafio para o presidente.

“O importante são os temas econômicos”, disse Andy Smith, da Universidade de New Hampshire. “A economia vai ser a coisa que vai determinar se as pessoas têm confiança no presidente. Se a economia vai bem, as pessoas perdoam um monte de coisas que o presidente fez ou não fez.”

Obama tenta se recuperar de um difícil quinto ano na Casa Branca, quando projetos sobre imigração e controle de armas não avançaram no Congresso, a sua lei sobre assistência média teve dificuldades, e ele pareceu inseguro sobre o que fazer na Síria.

Os adversários republicanos vão procurar no discurso pistas sobre se os dois lados vão poder trabalhar conjuntamente em temas como comércio.

“A verdade é que, sem sair dos limites da sua autoridade, há pouco o que o presidente pode fazer por conta própria. E se há, por que ele não fez ainda?”, afirmou Brenda Buck, porta-voz do presidente da Câmara, o republicano John Boehner.

Reportagem adicional de Jeff Mason, Roberta Rampton e Mark Felsenthal

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