February 1, 2014 / 1:07 PM / 5 years ago

Obama pretende visitar Arábia Saudita em meio a tensão sobre Irã e Síria, diz jornal

1 Fev (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pretende viajar para a Arábia Saudita em março. A missão tem a meta de diminuir a tensão com o principal aliado árabe de Washington quanto à política norte-americana sobre o programa nuclear do Irã e a guerra civil na Síria.

O presidente dos EUA, Barack Obama, durante coletiva de imprensa em Wisconsin, EUA. Neste sábado, o Wall Street Journal disse que o presidente pretende viajar para a Arábia Saudita em março. 30/01/2014 REUTERS/Larry Downing

Obama está se preparando para encontrar o rei Abdullah para uma reunião de cúpula, disse o Wall Street Journal na sexta-feira, citando funcionários árabes não identificados que foram informados sobre as reuniões.

“Trata-se de um relacionamento que está se deteriorando” e do declínio da confiança, disse uma alta autoridade árabe ao discutir a necessidade da reunião, que foi marcada recentemente, informou o jornal.

Um porta-voz da Casa Branca se recusou a comentar o assunto.

Os EUA e a Arábia Saudita são aliados desde que o reino foi formado, em 1932, dando a Riad um protetor militar poderoso e, a Washington, uma garantia de fornecimento de petróleo.

O relacionamento de Washington com os sauditas foi crucial quando a região sofreu mudanças e desafios com a transição no Egito e a guerra civil na Síria.

Mas as relações já foram testadas em várias ocasiões.

Membros da família real da Arábia Saudita ameaçaram romper com os EUA para protestar contra a falta de ação norte-americana em relação à guerra civil na Síria, que já matou mais de 100 mil pessoas, assim como pelos recentes acontecimentos com o Irã.

A rivalidade regional do reino sunita muçulmano com os xiitas iranianos, um aliado da Síria, aumentou a tensão sectária no Oriente Médio.

O rei Abdullah também deve usar a reunião para questionar Obama sobre por que ele foi contra os ataques aéreos na Síria, que sauditas e outras autoridades árabes acreditam que fortaleceram Assad, informou o jornal.

Reportagem de Roberta Rampton

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