February 23, 2014 / 2:42 PM / 5 years ago

Milhares protestam em Hong Kong contra redução da liberdade de imprensa

Por James Pomfret

HONG KONG, 23 Fev (Reuters) - Milhares de pessoas se reuniram em frente à sede do governo de Hong Kong neste domingo, exigindo que o líder da cidade defenda a liberdade de imprensa em meio à crescente raiva em torno a notáveis cenas de intrusões em meios de comunicação locais.

As tensões têm aumentado entre as forças que apoiam as instituições democráticas em Hong Kong e líderes do Partido Comunista da China conforme a cidade continua com as reformas políticas que podem levar a uma eleição direta sem precedentes para o seu próximo líder em 2017.

Carregando cartazes com os dizeres “liberdade de expressão, liberte Hong Kong”, cerca de 6.000 manifestantes, incluindo jornalistas, exigiram que Hong Kong protegesse a liberdade de imprensa como um valor fundamental para o centro financeiro de reputação global.

Nos últimos anos, em Hong Kong grupos de jornalistas e de direitos têm advertido que funcionários de propaganda chinesas tem influenciado redações locais, aprofundando os laços entre chefes da mídia de Hong Kong e de Pequim, com a demissão de jornalistas liberais influentes.

Hong Kong, uma ex-colônia britânica que voltou ao domínio chinês em 1997, é um centro capitalista livre, que goza de um alto grau de autonomia e liberdade, mas os líderes do Partido Comunista de Pequim têm resistido a pressão da opinião pública para a democracia plena.

Pequim concordou em princípio que a cidade realize eleições diretas em 2017, mas nenhuma regra específica foi definida sobre se as nomeações abertas para candidatos serão permitidas.

Preocupações da mídia refletem em parte o que alguns veem como uma tentativa de Pequim de elevar o controle sobre Hong Kong em meio a seus medos de que um candidato pró-democracia possa ganhar a eleição de 2017.

Um porta-voz do governo local disse que o líder da cidade, Leung Chun-ying “atribui grande importância à liberdade de imprensa em Hong Kong e à liberdade de expressão”. Mas ativistas da democracia o denunciam como leal a liderança comunista de Pequim.

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