February 26, 2014 / 1:27 PM / 5 years ago

Protestos rivais aumentam tensão em região ucraniana da Crimeia

Por Alessandra Prentice

Homem ergue bandeira da Crimeia durante manifestação em frente ao parlamento regional da Crimeia, em Simferopol, na Ucrânia. Separatistas pró-Rússia e partidários dos novos líderes da Ucrânia ficaram frente a frente nesta quarta-feira diante do Parlamento regional da Crimeia, antes de um debate sobre a turbulência política que derrubou o presidente Viktor Yanukovich. 26/02/2014. REUTERS/Stringer

SIMFEROPOL, Ucrânia, 26 Fev (Reuters) - Separatistas pró-Rússia e partidários dos novos líderes da Ucrânia ficaram frente a frente nesta quarta-feira diante do Parlamento regional da Crimeia, antes de um debate sobre a turbulência política que derrubou o presidente Viktor Yanukovich.

Cerca de 2.000 pessoas, muitas delas tártaras —grupo étnico nativo da Crimeia, uma península no mar Negro—, foram até o Parlamento para manifestar apoio ao movimento Euromaidan, que derrubou Yanukovich em Kiev após três meses de protestos.

Mas lá eles encontraram centenas de manifestantes pró-Rússia, que bradavam seu apoio a Moscou e denunciavam os “bandidos” que tomaram o poder na capital ucraniana. Os dois lados ficaram separados por cordões policiais.

A Crimeia foi presenteada à Ucrânia em 1954 pelo então líder soviético Nikita Khrushchev. A região continua sendo a única da Ucrânia onde a etnia russa é majoritária, e parte da frota russa do mar Negro fica estacionada no porto de Sevastopol, a capital regional.

Agora, a Crimeia é o último reduto importante de oposição à nova ordem política pós-Yanukovich, e os novos líderes do país manifestam preocupação com os sinais de separatismo na península.

Os tártaros, maioria entre os manifestantes pró-Maidan na Crimeia, fizeram sua manifestação sob uma bandeira azul clara, gritando “Ucrânia! Ucrânia!” e repetindo o refrão do Maidan: “Abaixo a quadrilha!”.

O grupo pró-Rússia, incluindo alguns cossacos com chapéus de lã e seda, respondiam aos gritos de “A Crimeia é russa!”.

O empresário tártaro Rudik Asmanov, de 42 anos, disse: “Precisamos demonstrar nosso apoio a Kiev, honrar os ‘Cem do Paraíso’”, disse ele, referindo-se ao número de manifestantes mortos em Kiev.

Alexei, de 17 anos, parte da multidão pró-russa, tinha o rosto coberto e carregava um taco de beisebol na mochila. “Os tártaros agora são nossos inimigos. Eles estão se aliando aos bandidos em Kiev. Precisamos nos defender, ou será o caos.”

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