March 6, 2014 / 3:14 PM / 5 years ago

Obama ordena sanções contra envolvidos em ações russas na Ucrânia

Por Steve Holland e Lesley Wroughton

Obama faz um discurso acerca do salário mínimo em Connecticut. O presidente dos EUA, Barack Obama, determinou na quinta-feira que indivíduos envolvidos com a intervenção russa na Crimeia, região da Ucrânia, sejam proibidos de viajar aos EUA e tenham congelados seus bens em território norte-americano. 05/03/2014 REUTERS/Jonathan Ernst

WASHINGTON, 6 Mar (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, determinou na quinta-feira que indivíduos envolvidos com a intervenção russa na Crimeia, região da Ucrânia, sejam proibidos de viajar aos EUA e tenham congelados seus bens em território norte-americano.

Obama assinou a ordem executiva com o objetivo de punir russos e ucranianos responsáveis pelo avanço das forças de Moscou na Crimeia, numa crise que despertou o espectro das tensões da Guerra Fria.

Em nota, a Casa Branca disse que a ordem executiva é “uma ferramenta flexível que nos permitirá sancionar aqueles que estejam mais diretamente envolvidos na desestabilização da Ucrânia, incluindo a intervenção militar na Crimeia, e não exclui outros passos caso a situação se deteriore”.

Além disso, o Departamento de Estado cassou os vistos de várias autoridades e indivíduos responsáveis ou cúmplices de ameaçar a soberania e a integridade territorial da Ucrânia.

A ordem executiva foi anunciada enquanto o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, iniciava em Roma uma reunião com o chanceler russo, Sergei Lavrov.

Uma fonte graduada do Departamento de Estado disse que os EUA informaram de antemão aos europeus sobre as sanções.

Obama tenta mobilizar a opinião pública global contra a ofensiva russa, desencadeada depois da derrubada de um governo pró-russo na Ucrânia, no mês passado.

O presidente russo, Vladimir Putin, diz que o objetivo da ação é proteger cidadãos de etnia russa na Crimeia, uma península no sul da Ucrânia, única região desse país onde os russos são maioria.

Os EUA querem que a tropa russa regresse a suas bases na Crimeia e que Moscou permita que monitores internacionais entrem na região para assegurar o respeito aos direitos dos cidadãos de etnia russa.

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