March 17, 2014 / 4:23 PM / 4 years ago

Dilma dá posse a 6 novos ministros e diz que ajudarão a fazer de 2014 ano "profícuo"

BRASÍLIA, 17 Mar (Reuters) - Ao dar posse a seis ministros para ajustar a Esplanada às demandas eleitorais e acomodar seus aliados, a presidente Dilma Rousseff pediu nesta segunda-feira que dêem continuidade aos projetos de suas pastas e disse ter certeza de que ajudarão a fazer de 2014 um ano “profícuo”.

A presidente Dilma Rousseff fala durante uma coletiva no Palácio do Planalto em Brasília. Ao dar posse a seis ministros para ajustar a Esplanada às demandas eleitorais e acomodar seus aliados, Dilma pediu nesta segunda-feira que dêem continuidade aos projetos de suas pastas e disse ter certeza de que ajudarão a fazer de 2014 um ano "profícuo". 12/02/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino

As trocas ministeriais, na maioria motivadas por questões eleitorais -muitos dos titulares se desligaram do Executivo para poder concorrer nas eleições de outubro-, acirraram uma crise entre Planalto e seu principal aliado, o PMDB, que descontente com a condução do processo chegou a impor derrotas ao governo na Câmara.

“Tenho certeza que vocês darão continuidade aos bons projetos focados por seus antecessores. Acrescentarão suas marcas e darão mostra da suas competências pessoais a esse trabalho”, disse a presidente na cerimônia de posse.

“Estou certa que me ajudarão a fazer de 2014 um ano profícuo para o país.”

Para comandar a Agricultura, a presidente deu posse a Neri Geller. O novo ministro era secretário de Política Agrícola da pasta. No Turismo, assume o ex-gerente de assessoria internacional do Sebrae, Vinicius Nobre Lages.

Na Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp dá lugar a Clélio Campolina, que era reitor da Universidade Federal de Minas Gerais e fez parte do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

Gilberto Occhi, que até então ocupava a vice-presidência de Governo da Caixa Econômica Federal (CEF), assume o Ministério das Cidades. O senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) passa a comandar o Ministério da Pesca e Miguel Rossetto assumirá o Ministério do Desenvolvimento Agrário, como a Reuters antecipou.

O PMDB pretendia ampliar o número de ministérios que detém - cinco pastas estavam na “cota” política da legenda: Previdência, Minas e Energia, Aviação Civil, Agricultura e Turismo—, demanda não atendida por Dilma.

A condução da reforma desagradou ao ponto de a bancada do partido na Câmara, até então detentora das indicações de nomes para o Turismo e a Agricultura, anunciar que não iria sugerir nomes e declarar independência do governo nas votações, além de comandar informalmente o “blocão”, grupo de deputados insatisfeitos de diversas siglas.

A escolha de Geller e de Lages, no entanto, não bateu de frente com o PMDB, informou uma fonte do partido. O nome do novo ministro da Agricultura, inclusive, havia sido indicado por deputados antes da crise eclodir. Nas palavras desse peemedebista, “não houve indicação da bancada, mas também não houve contraindicação”.

O novo ministro das Cidades assegurou que a implementação de emendas parlamentares foi “resolvida” pelo ex-ministro Aguinaldo Ribeiro na semana passada. O ministério vinha sendo cobrado pela liberação desses recursos, outro fator de descontentamento de deputados com o governo.

Reportagem de Maria Carolina Marcello

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below