March 18, 2014 / 12:27 PM / 4 years ago

Buscas por avião desaparecido cobrem a Ásia, mas investigação avança pouco

Por Anshuman Daga e Ben Blanchard

Um funcionário da equipe de solo trabalha perto de uma aeronave da Malaysia Airlines no aeroporto internacional de Kuala Lumpur. A China mobilizou 21 satélites para vasculhar seu território a procura do avião da Malaysia Airlines desaparecido no dia 8 de março, enquanto a Austrália disse que tinha diminuído drasticamente sua área de rastreamento, mas que ainda realiza buscas em uma extensão de oceano do tamanho da península Ibérica. 18/03/2014 REUTERS/Samsul Said

KUALA LUMPUR/PEQUIM, 18 Mar (Reuters) - A China mobilizou 21 satélites para vasculhar seu território a procura do avião da Malaysia Airlines desaparecido no dia 8 de março, enquanto a Austrália disse que tinha diminuído drasticamente sua área de rastreamento, mas que ainda realiza buscas em uma extensão de oceano do tamanho da península Ibérica.

A Malásia afirmou nesta terça-feira que discutiu com ministros dos EUA e da China sobre as buscas pelo avião da Malaysian Airlines, uma operação sem precedentes envolvendo 26 países, que agora cobre a Ásia a partir do mar Cáspio até o sul do oceano Índico.

Os investigadores estão convencidos de que alguém com profundo conhecimento do Boeing 777-200ER e de navegação comercial desviou o jato, levando 12 tripulantes e 227 passageiros, em sua maioria chineses, talvez milhares de quilômetros fora de seu curso original de Kuala Lumpur para Pequim.

Mas as investigações sobre todas as pessoas a bordo até agora não conseguiram encontrar ninguém com motivos políticos ou criminais para sequestrar e derrubar o avião, informaram fontes de segurança ocidentais e autoridades chinesas.

A China começou a procurar pelo voo MH370 em seu território, por onde passa o corredor de pesquisa do norte, disse a agência de notícias estatal Xinhua. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Hong Lei disse em entrevista coletiva que 21 satélites estavam envolvidos nas buscas.

“De acordo com o pedido da Malásia, estamos mobilizando satélites e radares para procurar pela zona chinesa do corredor norte que, segundo os malaios, o avião pode ter sobrevoado”, disse.

A Austrália, responsável pela busca na região sul, disse que tinha reduzido o seu campo de pesquisa com base em dados de localização de satélite e de análises do clima e de correntes, mas que a área ainda cobre 600 mil quilômetros quadrados.

“Uma agulha no palheiro continua a ser uma boa analogia”, disse John Young, gerente geral da divisão de resposta de emergência da Autoridade Australiana de Segurança Marítima.

“A aeronave pode ter ido para o norte ou para o sul, e se ela foi para o sul, esta é a melhor estimativa de onde podemos procurar com os poucos recursos que temos à nossa disposição”.

O embaixador da China na Malásia disse que seu país tinha realizado uma investigação detalhada sobre os cidadãos chineses a bordo do voo e pode descartar a participação deles no desaparecimento.

Fontes de segurança dos EUA e da Europa disseram que os esforços de vários governos para investigar os antecedentes das pessoas a bordo do avião, a partir de segunda-feira, não descobriram ligações com grupos militantes ou qualquer outra coisa que pudesse explicar o desaparecimento da aeronave.

Uma fonte próxima às investigações nos EUA disse que os pilotos estavam sendo investigados já que teriam o conhecimento técnico necessário para desativar os sistemas de comunicação do avião.

Funcionários da Malásia afirmaram na segunda-feira que o suicídio do piloto ou co-piloto era uma linha de investigação, embora ressaltassem ser apenas uma das possibilidades investigadas.

O voo MH370 desapareceu das telas de controle de tráfego aéreo civis na costa leste da Malásia menos de uma hora depois de decolar de Kuala Lumpur.

Os investigadores que reuniram dados recortados de radares militares e satélites acreditam que alguém desligou o transponder da aeronave e o sistema Acars do avião, que transmite os dados de manutenção, e voltou-se para o oeste, atravessando a península malaia e seguindo por uma rota de aviação comercial para a Índia.

Reportagem adicional de Niluksi Koswanage, Al-Zaquan Amer Hamzah, Stuart Grudgings e Anuradha Raghu, em Kuala Lumpur; Mark Hosenball, em Washington; Michael Martina, em Pequim; Jane Wardell e Lincoln Feast, em Sydney; Amy Sawitta Lefevre, em Bangcoc

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