24 de Julho de 2017 / às 15:14 / em 5 meses

Esforço de republicanos dos EUA para revogar Obamacare enfrenta teste crucial

WASHINGTON (Reuters) - Um esforço de sete anos de republicanos dos Estados Unidos para revogar e substituir o Obamacare enfrentará um grande teste nesta semana no Senado, onde os parlamentares decidirão se seguem adiante e votam um projeto de lei cujos detalhes e perspectivas não estão claros.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington 20/07/2017 REUTERS/Carlos Barria

O Senado pode decidir já na terça-feira se irá começar a debater o projeto de lei de reforma da saúde, mas durante o final de semana não ficou claro que versão do projeto os senadores submeterão a uma votação. Os parlamentares se preparam para ouvir uma declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o assunto ainda nesta segunda.

Trump, que na semana passada deu a entender inicialmente que concordava em deixar o Obamacare fracassar por si só, fez um apelo aos senadores republicanos a entrarem em acordo.

Ele dará uma declaração sobre a assistência de saúde às 15h15 (horário local, 16h15 em Brasília) após um encontro com pessoas que, de acordo com a Casa Branca, foram prejudicadas pelo Obamacare.

“Os republicanos têm uma última chance de repelir e substituir após anos falando e fazendo campanha sobre isso”, tuitou Trump nesta segunda.

Os republicanos veem a lei de saúde de 2010 do ex-presidente Barack Obama, conhecida como Obamacare, como uma intromissão governamental no mercado dos planos de saúde, e estão sendo pressionados para cumprir promessas de campanha de desmantelá-lo.

Mas o partido está dividido entre moderados, que temem que o projeto de lei do Senado deixe milhões de norte-americanos de baixa renda sem cobertura, e conservadores, que querem ver cortes ainda maiores no Obamacare.

Em maio a Câmara dos Deputados dos EUA aprovou sua versão do projeto de lei de reforma da saúde. Os republicanos do Senado estudaram duas versões, mas não conseguiram chegar a um consenso depois que estimativas mostraram que elas poderiam deixar até 22 milhões de pessoas sem cobertura. Um plano para revogar o Obamacare sem substituí-lo também fracassou.

Por Amanda Becker

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