26 de Julho de 2017 / às 11:32 / em 5 meses

Coreia do Norte pode realizar novo teste de míssil em breve, dizem EUA

WASHINGTON (Reuters) - Autoridades dos Estados Unidos disseram na terça-feira terem visto um aumento em atividades na Coreia do Norte que podem ser preparativos para mais um teste de míssil dentro de dias.

Míssil balístico Hwasong-14 em foto divulgada pela Agência de Notícias Central da Coreia do Norte, em Pyongyang 04/07/2017 KCNA/via REUTERS

Os funcionários, falando sob condição de anonimato, disseram que, ao longo da semana passada, a inteligência avistou equipamentos, possivelmente para lançar um míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês) ou um míssil de alcance intermediário, sendo levados a uma instalação em Kusong, cidade do oeste do país.

No início deste mês, a reclusa Coreia do Norte, que com frequência ameaça destruir os EUA e a Coreia do Sul, disse ter realizado seu primeiro teste de um ICBM e dominado a tecnologia necessária para usar uma ogiva nuclear em um míssil.

A mídia estatal de Pyongyang disse que o teste comprovou a reentrada atmosférica da ogiva, que especialistas afirmam poder alcançar o Estado norte-americano do Alasca.

Mas recentemente o vice-presidente do Estado-Maior Conjunto dos EUA disse que o teste de 4 de julho não chegou a demonstrar que a Coreia do Norte tem capacidade de atingir seu país “com qualquer grau de eficácia”.

Na terça-feira, o jornal Washington Post relatou que a Agência de Defesa de Inteligência (Dial), a agência de espionagem do Pentágono, avaliou que os norte-coreanos serão capazes de lançar um ICBM com capacidade nuclear no ano que vem, mais cedo do que previsto anteriormente.

De acordo com dois funcionários norte-americanos, porém, alguns outros analistas que estudam o programa de mísseis da Coreia do Norte não concordam com a análise do Dial.

“O Dial e os sul-coreanos tendem a estar na linha de frente das estimativas sobre os programas militares da Coreia do Norte, e isso é compreensível”, disse um dos funcionários. “Não há dúvida de que a RPDC (República Popular Democrática da Coreia, nome oficial do país) foi mais longe e mais rápido em seu esforço para desenvolver um ICBM confiável e de capacidade nuclear que possa ser construído em quantidade, mas ainda há dúvidas sobre ele ser capaz de superar esse limite em um ano”.

Uma segunda autoridade dos EUA familiarizada com a ciência por trás dos ICBMs disse, também sob anonimato, que a Coreia do Norte ainda não demonstrou a capacidade de projetar e construir ogivas nucleares pequenas o suficiente para serem usadas em mísseis de longo alcance e duras o suficiente para resistirem à reentrada na atmosfera.

Um terceiro funcionário, que também falou sob condição de anonimato, disse que, mesmo que Pyongyang desenvolva um ICBM viável, ele só ameaçaria os EUA e seus aliados se o regime do líder norte-coreano, Kim Jong Un, fosse suicida.

Por Idrees Ali e John Walcott; Reportagem adicional de Ben Blanchard, em Pequim

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