28 de Julho de 2017 / às 11:36 / em 4 meses

Ministra da Defesa do Japão deixa cargo em meio à queda de popularidade de premiê

TÓQUIO (Reuters) - A ministra da Defesa do Japão, Tomomi Inada, deixou o cargo nesta sexta-feira depois de uma série de falhas e acusações a seu ministério que contribuíram para uma forte queda na popularidade do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

Tomomi Inada anuncia demissão do Ministério da Defesa do Japão 28/07/2017 REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Inada, de 58 anos, uma aliada de Abe que compartilha suas opiniões conservadoras e cotada como possível futura primeira-ministra, já esperava ser substituída em uma renovação do gabinete na próxima semana, que Abe deve promover na esperança de recuperar seu apoio.

A aprovação ao primeiro-ministro caiu abaixo de 30 por cento em algumas pesquisas devido a escândalos sobre um suposto favorecimento a um aliado e a uma visão entre muitos eleitores de que ele e seus ministros os subestimam.

Abe pediu desculpas “às pessoas do meu coração”, em comentários a repórteres transmitidos na televisão estatal depois que Inada anunciou sua saída do governo.

O premiê disse que o ministro das Relações Exteriores, Fumio Kishida, acumularia a pasta da Defesa, para eliminar qualquer lacuna em um momento em que o Japão enfrenta desafios de segurança difíceis, como a instável Coreia do Norte.

“Quero fazer todos os esforços para manter um alto grau de vigilância e garantir a segurança das pessoas”, disse Abe.

A renúncia coincidiu com o relatório de uma investigação sobre as suspeitas de que funcionários do Ministério da Defesa tentaram esconder registros que mostram uma agravamento da crise de segurança no Sudão do Sul, onde tropas japonesas se uniram a uma operação de manutenção da paz liderada pelos EUA.

Críticos disseram que o envio de tropas ao perigoso ambiente violou as condições estabelecidas para essas atividades de acordo com a Constituição pacifista do Japão. Nenhum militar japonês morreu em combate desde a Segunda Guerra Mundial e o crescente caos no Sudão do Sul suscita preocupações.

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