3 de Agosto de 2017 / às 22:51 / 4 meses atrás

Intimações de grande júri são emitidas em relação a encontro entre Trump Jr. e advogada russa, dizem fontes

WASHINGTON (Reuters) - Intimações de grande júri foram emitidas em relação a um encontro de junho de 2016 que incluiu o filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o genro do presidente e uma advogada russa, disseram duas fontes à Reuters nesta quinta-feira, em um sinal de que a investigação do conselheiro especial Robert Mueller está ganhando ritmo.

Donald Trump e seu filho Trump Jr. em Manchester, New Hampshire 11/11/2015 REUTERS/Brian Snyder

As fontes acrescentaram que Mueller havia convocado um grande júri em Washington para ajudar a investigar acusações de envolvimento russo na eleição presidencial de 2016.

A Rússia ofuscou grande parte dos seis primeiros meses de Trump na Presidência. Agências de inteligência dos Estados Unidos concluíram que a Rússia trabalhou para inclinar a eleição presidencial a favor de Trump. Mueller, que foi nomeado conselheiro especial em maio, está liderando a investigação, que também analisa possível conspiração entre a campanha de Trump e a Rússia.

Moscou nega qualquer envolvimento e Trump nega qualquer conspiração de sua campanha, enquanto denuncia frequentemente as investigações como caças às bruxas política.

O uso de Mueller de um grande júri pode lhe dar ferramentas extensas para buscar evidências, incluindo emitir intimações e obrigar testemunhas a prestarem declarações. A formação do grande júri foi relatada primeiro pelo Wall Street Journal.

Um porta-voz de Mueller se negou a comentar.

Um grande júri é um grupo de cidadãos comuns que, trabalhando a portas fechadas, considera evidências de possíveis atos irregulares criminais que um procurador está investigando e decide se acusações devem ser feitas.

“Este é um desenvolvimento sério na investigação de Mueller”, disse Paul Callan, um ex-procurador.

“Dado que Mueller herdou uma investigação que começou meses atrás, isto sugeriria que ele descobriu informações apontando na direção de acusações criminais. Mas contra quem é a pergunta real”.

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