8 de Agosto de 2017 / às 18:46 / em 4 meses

Maradona se diz disposto a lutar pelo regime do presidente venezuelano

BUENOS AIRES (Reuters) - O astro argentino Diego Maradona disse que está disposto a combater pelo regime de esquerda do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no momento em que a crise política do país caribenho se aprofunda.

Maradona se aquece para jogo de estrelas da Fifa em Zurique 9/1/2017 REUTERS/Arnd Wiegmann

O ídolo esportivo, que apoia movimentos de esquerda na América Latina, declarou seu apoio a Maduro dias depois de o bloco regional Mercosul suspender por tempo indefinido a Venezuela, que acusa de violar os direitos humanos e de não respeitar a democracia.

    “Somos chavistas até a morte. E quando Maduro ordenar, estou vestido de soldado para uma Venezuela livre, para lutar contra o imperialismo e os que querem se apoderar de nossas bandeiras, que é o mais sagrado que temos”, escreveu Maradona em sua conta oficial de Facebook na noite de segunda-feira.

    “Viva a revolução!!!”, publicou o ex-capitão e ex-técnico da Argentina na mensagem também assinada por sua mulher.

    Maradona, famoso por suas declarações polêmicas, foi amigo do líder marxista cubano Fidel Castro --cuja imagem tatuou em uma perna --e do falecido presidente da Venezuela e antecessor de Maduro, Hugo Chávez, que foi parte de una onda de governos de esquerda na América Latina na década passada.

    A mensagem, publicada em espanhol, inglês e italiano, foi repudiada pelo líder opositor Henrique Capriles, que é governador de Miranda, o segundo Estado mais populoso da Venezuela.

“Se Maradona quiser vir, eu o busco pessoalmente no aeroporto e o levo para que veja a situação da Venezuela”, disse Capriles nesta terça-feira em uma entrevista à Rádio Mitre da Argentina. “A mal chamada revolução é indefensável”, acrescentou.

    A Venezuela atravessa a pior crise de sua história recente, com uma inflação de três dígitos, recessão econômica e escassez de alimentos e remédios, um panorama que pode piorar com a instalação de uma Assembleia Constituinte impulsionada pelo governo para reescrever a Constituição.

    (Reportagem adicional de Eliana Raszewski)

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