1 de Novembro de 2017 / às 10:53 / em um mês

EXCLUSIVO–EUA buscam diplomacia direta com Coreia do Norte apesar da rejeição de Trump

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos estão buscando discretamente a via da diplomacia direta com a Coreia do Norte, disse uma autoridade de alto escalão do Departamento de Estado norte-americano na terça-feira, apesar da afirmação pública do presidente dos EUA, Donald Trump, de que tais conversas são perda de tempo.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião na Casa Branca, em Washington 31/10/2017 REUTERS/Kevin Lamarque

Usando o chamado “canal de Nova York”, Joseph Yun, negociador norte-americano para a Coreia do Norte, vem fazendo contato com diplomatas da missão de Pyongyang na Organização das Nações Unidas (ONU), disse a autoridade.

Embora o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, tenha dito em 17 de outubro que continuará os “esforços diplomáticos... até a primeira bomba cair”, os comentários da autoridade à Reuters foram o sinal mais claro de que os EUA estão debatendo diretamente questões que vão além da libertação de prisioneiros norte-americanos, apesar de Trump ter rotulado tais conversas como improdutivas.

Mas não há sinal de que as comunicações de bastidores tenham melhorado um relacionamento exasperado pelos testes nucleares e de mísseis balísticos norte-coreanos, pela morte do estudante universitário norte-americano Otto Warmbier dias depois de ser solto por Pyongyang e pela detenção de três outros norte-americanos.

Uma troca de insultos beligerantes entre Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, despertou temores de um conflito militar.

As notícias sobre um engajamento discreto com o regime chegaram a despeito dos comentários de Trump, dos avanços dos programas de armas da Coreia do Norte e das insinuações de algumas autoridades dos EUA e da Coreia do Sul de que as interações de Yun com os norte-coreanos foram refreadas.

“Elas não foram limitadas de forma nenhuma, nem na frequência nem na substância”, disse o funcionário do Departamento de Estado.

Entre os pontos que Yun abordou com seus interlocutores norte-coreanos está “parar de testar” bombas nucleares e mísseis, afirmou o funcionário.

No início da Presidência de Trump, as instruções de Yun se limitavam a procurar a libertação de prisioneiros de seu país.

“Agora é um mandato mais amplo”, segundo a autoridade do Departamento, que não quis dizer se foi concedida autorização para tratar do programa nuclear e de mísseis de Pyongyang.

Reportagem adicional de Patricia Zengerle

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below