2 de Novembro de 2017 / às 15:31 / em um mês

Venezuela prende executivo da Bariven, subsidiária da PDVSA, dizem fontes

CARACAS (Reuters) - Um dos principais executivos da subsidiária da empresa Bariven, uma subsidiária da estatal Petroleos de Venezuela S.A. (PDVSA), foi preso esta semana, de acordo com duas fontes e uma mensagem interna da empresa a que a Reuters teve acesso, em um momento em que cresce uma investigação sobre corrupção na petroleira.

Francisco Jimenez, diretor de aquisições da Bariven, foi preso na terça no prédio da PDVSA, em Caracas, segundo a mensagem distribuída internamente. Outro executivo, Joaquim Torres, também foi preso no mesmo momento.

A PDVSA não respondeu aos pedidos de comentários. O procurador-geral Tarek Saab deve fazer um anúncio no final desta quinta-feira sobre “avanços no caso Bariven”.

Mais de 20 executivos da estatal foram presos nas últimas semanas, atingindo boa parte do comando da empresa. Na semana passada, autoridades espanholas prenderem um ex-vice-ministro e três antigos executivos de estatais venezuelanas por supostas ligações com lavagem de dinheiro e corrupção internacional.

A Bariven tem estado no centro das atenções desde 2015, quando autoridades americanas prenderam dois proeminentes empresários venezuelanos do setor de petróleo por violarem a Foreign Corrupt Practices Act, a lei americana anti-corrupção no exterior. Os dois homens se declararam culpados de pagarem propina para executivos da PDVSA em troca de contratos vantajosos.

O governo venezuelano inicialmente classificou as investigações de uma sabotagem do governo americano. No entanto, em julho do ano passado, a estatal se declarou vítima de fraude e a Bariven pediu à Corte americana que os dois empresários paguem 600 milhões de dólares à empresa como compensação por perdas.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, tem repetidamente prometido combater a corrupção no país, mas líderes da oposição afirmam que as prisões esporádicas são o resultado de brigas internas no governo pelo controle da empresa. Fontes ouvidas pela Reuters confirmam que as prisões tem relação com o domínio da PDVSA, que ainda é o motor da falida economia venezuelana.

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