12 de Novembro de 2017 / às 16:18 / em um mês

Primeiro-ministro espanhol pede que catalães compareçam às urnas em dezembro

BARCELONA (Reuters) - O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, convocou os catalães para as eleições em dezembro para “restaurar a normalidade” de uma região atingida por tentativas de separação da Espanha.

Em sua primeira visita a Barcelona desde que Madri assumiu a administração da Catalunha e demitiu seus líderes separatistas, Rajoy afirmou que as eleições de 21 de dezembro salvaguardarão a economia e impedirão que empresas deixem a região economicamente importante.

“Queremos uma participação sólida para começar uma nova era política de tranquilidade, normalidade, convivência e respeito”, disse Rajoy à ala catalã de seu conservador Partido Popular (PP). “Devemos urgentemente trazer de volta a normalidade para a Catalunha ... para reduzir a tensão social e parar de prejudicar a economia”.

Apesar da oposição à eleição antecipada imposta por Madri como forma de resolver o impasse, os dois principais partidos pró-independência da Catalunha, o PDeCAT do líder deposto Carles Puigdemont e o ERC, disseram que participarão.

Contudo, eles não conseguiram chegar a um acordo para concorrer em uma mesma chapa, potencialmente prejudicando as chances dos separatistas de obter a maioria no parlamento regional.

O partido pró-independência de extrema-esquerda CUP, cujo suporte foi chave para o governo de Puigdemont, decidirá esta noite se participa das eleições e, se o fizer, de que forma.

A imposição de Madri de administração direta sobre a Catalunha ampliou a racha entre os partidos políticos tanto na política regional quanto municipal.

No domingo, o partido da prefeita de Barcelona votou para quebrar o pacto para governar com o Partido Socialista Catalão (PSC), citando o suporte do último à decisão de Madri.

Cerca de 54 por cento dos espanhóis avaliam positivamente a atuação de Madri em meio à crise catalã, mas apenas 28 por cento dos catalães compartilham dessa visão, conforme pesquisa para o jornal El País.

No sábado, 750 mil pessoas marcharam em Barcelona para pedir a libertação de líderes separatistas.

Por Sam Edwards

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