17 de Novembro de 2017 / às 17:26 / 25 dias atrás

Líder de oposição venezuelana Ledezma foge para Colômbia e depois vai à Espanha

CARACAS (Reuters) - O líder da oposição venezuelana Antonio Ledezma, que foi detido em 2015 sob alegações de planejar um golpe, e que estava em prisão domiciliar em Caracas, fugiu pela fronteira para a Colômbia nesta sexta-feira e depois viajou à Espanha para iniciar uma turnê internacional para lutar contra o que chamou de “tirania” do presidente Nicolás Maduro.

Ledezma durante audiência em comissão do Senado em Brasília 27/10/2009 REUTERS/Roberto Jayme

Ledezma, o oponente mais conhecido de Maduro depois de Leopoldo López, disse ter passado por 29 postos de controle da polícia e do Exército durante uma jornada clandestina por via terrestre que manteve em segredo de seus entes queridos.

“Qualquer destino para lutar pela liberdade da Venezuela é bom, essa é a bússola, a minha bússola tem vários destinos, vou fazer uma peregrinação ao redor do mundo”, disse Ledezma a jornalistas no aeroporto de Cúcuta, onde embarcou em um avião privado para Bogotá.

“(A Nicolás Maduro, eu digo) para parar, é hora de se afastar e permitir um governo de transição, Maduro não pode continuar torturando o povo da Venezuela”, acrescentou.

Em 2014 o ex-prefeito metropolitano de Caracas liderou protestos de rua contra Maduro que provocaram meses de violência e causaram 43 mortes.

Maduro o apelidou de “O Vampiro”, e autoridades o acusaram de ajudar manifestantes radicais violentos, incluindo militares dissidentes que planejavam depor o presidente através de ataques aéreos.

Ledezma negou as acusações, que disse serem fabricadas.

“Peço a minha esposa e filhas que entendam. Elas passaram longas horas de angústia sem saber onde eu estava”, disse o veterano de 62 anos aos repórteres na cidade de Cúcuta depois de cruzar uma ponte de San Antonio, na Venezuela.

“Foi uma decisão só minha”, acrescentou.

Em agosto, a Justiça venezuelana acusou Ledezma de tentar fugir de sua casa em Caracas, onde ele estava sendo mantido por motivos de saúde, e enviou-o para uma prisão militar, mas dias depois ele voltou para sua casa.

“Bem-vindo à liberdade”, escreveu no Twitter o ex-presidente da Colômbia Andrés Pastrana, que tem relacionamento próximo com a oposição na Venezuela.

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