23 de Novembro de 2017 / às 10:27 / em 21 dias

Executivos venezuelanos-americanos da refinaria Citgo serão julgados como traidores, diz Maduro

WASHINGTON/CARACAS (Reuters) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que os executivos venezuelanos-americanos da refinaria Citgo presos nesta semana em operação contra a corrupção serão julgados como “traidores corruptos e ladrões”, apesar de um pedido dos Estados Unidos para que sejam liberados.

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante evento no Palácio de Miraflores, em Caracas 22/11/2017 Palácio de Miraflores/Divulgação via REUTERS

Cinco dos seis executivos da refinaria venezuelana sediada nos Estados Unidos, que foram presos em Caracas nesta semana, são cidadãos norte-americanos, de acordo com uma fonte com conhecimento do assunto, possivelmente complicando a ação da Venezuela contra a corrupção na indústria do petróleo.

Os seis executivos incluem o presidente em exercício da Citgo, José Pereira, que tem cidadania venezuelana e residência permanente nos Estados Unidos, disse a fonte. A Citgo não respondeu a pedidos por comentário.

Na noite de quarta-feira, Maduro indicou Asdrúbal Chávez, que foi ministro do Petróleo e primo do falecido presidente Hugo Chávez, para substituir Pereira.

Agentes da inteligência militar detiveram os executivos que moram no Texas durante um evento na sede da petroleira estatal PDVSA, em Caracas, na terça-feira, disseram duas fontes à Reuters. A Citgo Petroleum Corp, é uma refinaria e comerciante de petróleo e produtos petroquímicos pertencente à Venezuela, mas sediada nos Estados Unidos.

Maduro disse que a embaixada dos Estados Unidos pediu que seus cidadãos sejam libertados. Ele ridicularizou a demanda e prometeu que os homens, que também são venezuelanos, pagarão pelas supostas infrações em um acordo financeiro.

“Essas são pessoas nascidas na Venezuela, eles são venezuelanos e serão julgados por serem traidores corruptos e ladrões”, disse Maduro, em pronunciamento televisionado, no qual também dançou e cantou salsa.

“Eles estão adequadamente atrás das grades, e devem ir à pior cadeia na Venezuela”.

Reportagem Adicional de Matt Spetalnick em Washington eDiego Ore em Caracas

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