5 de Dezembro de 2017 / às 11:57 / em 9 dias

Filho exilado de ex-líder iemenita assassinado pede vingança contra Houthis

ÁDEN/DUBAI (Reuters) - O filho exilado do ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh pediu vingança contra o movimento armado Houthi, que mataram o líder depois que ele mudou de lado na guerra civil, noticiou a rede de televisão saudita Al-Ekbariya nesta terça-feira.

Ex-presidente Ali Abdullah Saleh faz discurso em Sanaa 24/8/2017 REUTERS/Khaled Abdullah

A intervenção de Ahmed Ali Saleh, se confirmada, pode alterar o equilíbrio de poder mais uma vez após uma semana dramática durante a qual Saleh abandonou seus aliados Houthis, que reagiram assassinando o veterano idoso e expulsando as forças de sua família da capital Sanaa em combates de rua.

A guerra civil do Iêmen, na qual se enfrentam os Houthis aliados ao Irã que controlam Sanaa e uma aliança militar liderada pelos sauditas que apoia um governo sediado no sul, criou uma das piores crises humanitárias do mundo, e a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou para um surto de fome em potencial que poderia ameaçar milhões de pessoas.

Sanaa estava calma nesta terça-feira, depois de cinco dias de confrontos e 25 ataques aéreos da noite para o dia, e voos de envio de ajuda da ONU e da Cruz Vermelha pousaram no aeroporto, disse o coordenador humanitário da ONU para o Iêmen, Jamie McGoldrick. O funeral de Saleh deve acontecer ainda nesta terça-feira.

Os Estados árabes, que em sua maioria apoiam o governo endossado pela Arábia Saudita, repudiaram o assassinato do ex-líder, dizendo que sua morte pode causar uma “explosão” no país.

A morte de Saleh, que certa vez comparou governar o Iêmen a dançar sobre as cabeças de cobras, aprofunda a complexidade do conflito de muitos lados.

Muito deve depender das alianças futuras de seus seguidores, que ajudaram os Houthis, um movimento xiita insurgente, a tomarem e manterem grande parte da nação até ele mudar de lado subitamente no sábado.

Não foi possível verificar de imediato a autenticidade das reportagens sobre os comentários de seu filho, um ex-líder da força de elite Guarda Republicana que está exilado nos Emirados Árabes Unidos, país que apoia a coalizão saudita.

“Liderarei a batalha até o último Houthi ser atirado para fora do Iêmen... o sangue de meu pai será o inferno vibrando nos ouvidos do Irã”, disse Ahmed Ali Saleh, segundo citações.

Ele pediu que os apoiadores de Saleh “recuperem o Iêmen das milícias Houthis iranianas”.

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