May 5, 2018 / 5:09 PM / 7 months ago

Manifestantes de esquerda dizem "basta" para reformas de Macron

PARIS (Reuters) - Dezenas de milhares de manifestantes tomaram as ruas de Paris neste sábado para protestar contra as várias reformas econômicas propostas pelo presidente francês, Emmanuel Macron, desde que chegou ao poder um ano atrás.

Manifestantes com faixas de “Pare Macron” e cantando “Um ano basta” foram aplaudidos por bateristas e bandas em uma anticelebração pelo período de Macron no cargo, organizada por um membro de um movimento de extrema-esquerda da França.

A atmosfera festiva ocorre após um tenso feriado de 1º de Maio em Paris, quando centenas de anarquistas mascarados e encapuzados incendiaram carros e atiraram pedras contra a polícia, na terça-feira, em uma manifestação convocada por sindicatos.

A manifestação deste sábado, acompanhada por grande presença policial, ocorre quase um ano depois que Macron, de 40 anos, venceu a disputa presidencial com uma plataforma centrista e prometendo revitalizar a economia.

Uma onda de reformas logo se seguiu, incluindo uma revisão das leis trabalhistas que tornou mais fácil para as empresas contratar e demitir, dando a Macron o nome de “presidente dos ricos” entre os detratores e provocando descontentamento dos sindicatos trabalhistas.

Com uma oposição política enfraquecida, Macron prometeu continuar com sua tentativa de reativar a economia, apesar de enfrentar um de seus mais severos testes até hoje com uma greve dos trabalhadores ferroviários protestando contra uma mudança na estatal ferroviária SNCF.

Membros do movimento de extrema-esquerda França Insubmissa, chefiado por Jean-Luc Melenchon, que também concorreu à Presidência no ano passado, tentam provocar uma reação contra as políticas de Macron, levando os manifestantes às ruas.

O partido estima que 160 mil pessoas participaram dos protestos deste sábado — a Prefeitura de Paris registrou 40 mil. Além disso, o grupo França Insubmissa ameaça realizar uma nova manifestação no dia 26 de maio muito maior com a presença de sindicatos e outras forças política.

Por Sarah White

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