June 11, 2018 / 6:58 PM / in 5 months

Embaixada dos EUA alerta cidadãos a considerarem deixar distrito no norte de Moçambique

MAPUTO (Reuters) - A embaixada dos Estados Unidos em Moçambique informou que norte-americanos devem considerar deixar um distrito no nordeste do país próximo a um importante campo de gás, já que ataques iminentes são prováveis após possíveis militantes islâmicos decapitarem 10 pessoas e matarem outras sete desde maio.

Qualquer sinal de atividade militante é uma preocupação para a incipiente indústria de gás do país e a área em torno da cidade de Palma, próximo à fronteira com a Tanzânia e onde os ataques aconteceram, que fica perto de um dos maiores campos offshore inexplorados do mundo.

“Nós aconselhamos fortemente cidadãos americanos na sede do distrito de Palma a considerarem deixar a área imediatamente”, informou a embaixada em seu site, alertando sobre a “probabilidade de ataques iminentes”.

Mais de 30 bilhões de dólares devem ser investidos no setor de gás natural de Moçambique para aumentar capacidade para produzir 20 milhões de toneladas ao ano de gás natural liquefeito. As primeiras exportações de campos descobertos há sete anos devem começar após 2021.

A Anadarko Petroleum busca aumentar um recorde de 14-15 bilhões de dólares de bancos e agências de crédito à exportação para seu grande projeto de gás natural liquefeito na região, disseram fontes próximas ao assunto em maio.

“Nós levamos muito a sério qualquer possível ameaça à segurança de nossos funcionários e nós continuamos monitorando de perto a situação na área de Palma”, informou a Anadarko em resposta via e-mail para perguntas.

A companhia se negou a comentar sobre relatos de que havia suspendido operação em seu grande projeto de gás natural liquefeito no país do sudeste africano.

O site da Interfax Global Energy, citando fontes locais, informou que ataques militantes haviam feito com que operações na instalação de gás em Palma fossem suspensas.

Seis homens com machetes mataram ao menos sete pessoas e feriram outras quatro neste mês em uma região de maioria muçulmana próxima à fronteira com a Tanzânia e 10 foram decapitadas no mês passado.

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